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SELES NAFES

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Amapá, Sueli Pini, criticou nesta quarta-feira, 15, por meio de nota a paralisação alongada dos professores da rede estadual. Inicialmente, a categoria suspenderia as atividades somente por um dia para acompanhar o calendário nacional, mas decidiu paralisar por mais 3 dias com a possibilidade de deflagrar uma greve a partir da próxima semana.

A desembargadora tem um filho matriculado em uma escola pública de Macapá, e decidiu fazer o documento à direção da escola. Ela classificou como “inaceitável” o prolongamento da paralisação que deveria durar apenas um dia, e avaliou que o calendário escolar do Amapá já está prejudicado há bastante tempo, consumindo períodos de férias e afetando o desenvolvimento dos alunos.

Pini deixou claro que é preciso haver mais diálogo para que a categoria possa alcançar seus direitos sem prejudicar a sociedade. Por fim, revelou ser favorável ao corte de pontos, caso “o bom senso não prevaleça”.

Trechos da nota da desembargadora

Trechos da nota da desembargadora

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Trecho onde a desembargadora diz ser favorável ao corte dos pontos

Trecho onde a desembargadora diz ser favorável ao corte dos pontos

O corte também foi recomendado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) ao governador Waldez Góes (PDT), que preferiu determinar que haja uma negociação entre a Seed e a categoria no sentido de buscar a reposição de aulas para os dias parados.

Procurada pelo portal SELESNAFES.COM, a desembargadora confirmou o conteúdo do documento, reforçou que é preciso que os professores “revejam esta inaceitável ausência ao trabalho por 4 dias, com graves prejuízos à sociedade que os remunera”.

O presidente do Sindicato dos Servidores em Educação do Estado, Aroldo Rabelo, disse o que a desembargadora Sueli Pini fez foi exercer sua opinião como cidadã, o que juridicamente não tem peso.

Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap: o Judiciário só vem pra cima da gente

Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap: o Judiciário só vem pra cima da gente

No entanto, ele criticou a postura do Judiciário em conflitos anteriores envolvendo a categoria dos professores.

“Teve professor que ficou três meses de férias por estar em escola que nunca fez greve. São escolas que terminaram o ano letivo no dia 20 de dezembro e iniciaram o ano em março. Por que a juíza não fez um documento criticando isso? Agora por causa de 4 dias faz isso? O Judiciário só vem pra cima da gente, não é capaz de punir o governo do Estado”, disparou.

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