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SELES NAFES

Delegados de polícia anunciaram na tarde desta quarta-feira, 8, que também pediram à Justiça a prisão preventiva do comandante geral da PM do Amapá, coronel Rodolfo Pereira. Os policiais disseram ter provas de que foi dele a ordem para retirar os policiais militares do Ciosp do Pacoval mesmo após a voz de prisão do delegado de plantão.

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva na sede da Associação de Delegados do Amapá (Adepol). A coletiva de imprensa foi liderada pelo delegado Luiz Carlos Gomes Júnior, o mesmo que determinou a prisão em flagrante de três policiais por tortura.

Por volta das 5h da manhã da última terça-feira, 7, segundo o delegado, um sargento e dois soldados acionaram o spray de pimenta em suspeitos de furto que já estavam dentro de uma cela.

No momento da voz de prisão por tortura, por muito pouco não houve um confronto entre policiais militares e civis dentro do Ciosp. O delegado disse “que sua reação seria na caneta”.

Após o princípio de tumulto, os delegados sustentam que os policiais foram retirados à força por dois oficiais da PM por determinação do comandante geral.

Delegado Luiz Carlos Gomes Júnior conversa com jornalistas. Fotos: Adepol/Divulgação

Delegado Luiz Carlos Gomes Júnior conversa com jornalistas. Fotos: Adepol/Divulgação

“Já temos duas provas importantes de que a retirada foi ordenada pelo comandante geral. A PM retirar policiais presos de dentro do Ciosp é algo inédito no Amapá”, comentou o presidente da Adepol, Claudionor Soares.

Procurado pelo portal SELESNAFES.COM, o comandante geral Rodolfo Pereira disse que não deu qualquer ordem para retirar policiais do Ciosp.

“Até porque eles não estavam presos. Eles viram que havia ilegalidade na voz de prisão, não acataram e deixaram o prédio do Ciosp para voltar ao policiamento”, comentou.

Delegados protocolam pedido de prisão na terça-feira, 7

Delegados protocolam pedido de prisão na terça-feira, 7

Sobre o pedido de prisão, o comandante considerou que não pode se posicionar porque desconhece qualquer prova. 

Os delegados de polícia foram recebidos na manhã desta quarta-feira, 8, pelo promotor da Auditoria Militar que opinará sobre o pedido de prisão preventiva protocolado na Vara Militar logo após o incidente. O caso está com o juiz Décio Rufino.

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