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DA REDAÇÃO

Um agente penitenciário do Amapá escapou de ser executado na madrugada de sábado, 25, num plano supostamente arquitetado por criminosos que estão presos no Instituto de Administração Penitenciária do Estado (Iapen). Um áudio de Whatsapp recebido pela polícia revelou que o plano existiu, mas acabou falhando por um acaso.

Segundo a PM, por volta das 2h, o agente estava em uma parada de ônibus na Rodovia JK na companhia de outras pessoas quando um Pálio vermelho parou e um homem desceu armado em direção a ele.

Parecia um assalto, mas a única vítima foi o agente, que teve o celular levado e a carteira com documentos levados. Esse detalhe chamou a atenção de outros agentes e da própria Polícia Militar.

Mais tarde, policiais receberam áudios enviados por um informante confirmando a suspeita. No primeiro, o criminoso lamenta não ter conseguido “passar o sal” no agente, e culpou a chegada de um outro carro bem na hora em que ele iria atirar. Ainda no áudio, o criminoso informa que roubou o celular da vítima.

No segundo áudio, outro criminoso cobra satisfações, e lembra que um agente precisa ser “derrubado ainda hoje”, deixando a entender que se trata de um aviso. Ele também deixa claro que os pistoleiros possuem “equipamentos” para fazer o serviço. 

Agentes penitenciários e equipes do Batalhão de Rádio Patrulhamento Motorizado (BRPM) passaram o sábado atrás dos criminosos, e conseguiram localizar o Pálio vermelho usado pelo bandido.

Contudo, os ocupantes não foram reconhecidos pelo agente. O proprietário do veículo informou que havia emprestado o carro na noite anterior para um parente. As diligências continuam.

Em 2012, o agente Clodoaldo Pantoja foi assassinado numa emboscada na comunidade da Ilha Mirim, na zona norte de Macapá. Ele tinha tomado um atalho para chegar mais rápido em casa depois de mais um plantão no Iapen. O agente era considerado rigoroso no trabalho, e por isso teria sido marcado para morrer.

O acusado de ser o mandante do crime, Wagner Melônio, chegou a ser condenado em 2015, mas teve o julgamento cancelado no mês passado. Ele está preso por ouro crime em uma penitenciária federal no Estado do Mato Grosso.

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