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CÁSSIA LIMA

O Comissariado da Infância e Juventude, vinculado ao Juizado da Infância de Macapá, pretende discutir com os órgãos públicos o horário de funcionamento dos estabelecimentos noturnos do Amapá. A proposta surge na semana em que o comissariado decretou tolerância zero contra a entrada de jovens para consumo de álcool em bares e boates do Estado.

No último fim de semana, uma ação com a participação da Polícia Militar, Guarda Municipal e dos conselhos tutelares da Zona norte e Sul recolheu 38 adolescentes que consumiam álcool em bares e boates na noite amapaense.

“Vamos discutir o horário de funcionamento dos estabelecimentos no Amapá. Nos outros lugares do Brasil uma hora da noite já está tudo fechado, aqui no Estado uma hora (da madrugada) estão começando as festas. Isso não pode continuar acontecendo”, frisou o juiz da Vara da Infância e Juventude no Amapá, Luciano Assis.

Segundo o magistrado, os estabelecimentos além de permitirem a entrada de menores de idade, fazem a venda de bebida alcoólica. Na fiscalização na sexta-feira, 10, a ação encontrou uma área de prostituição localizada da Rua Claudomiro de Moraes, no Bairro dos Congós.

“Esse problema de jovens bebendo pela noite é tão grave que acarreta em aumento de violência, acidentes no trânsito e os pais acham isso normal. Encontramos uma menina de 11 anos bebendo. Isso não é normal”, frisou o juiz que decretou tolerância zero contra bares e boates que vendem bebida a menores.

Ação da Vara da Infância e Juventude. Foto: Comissariado

Ação da Vara da Infância e Juventude. Foto: Comissariado

Dois proprietários de estabelecimentos foram presos em flagrante pela venda de bebidas e pela tentativa de obstruir a atividade do Comissariado da Infância no domingo, 12. A autuação foi motivada pela prática de permissão desses adolescentes nos estabelecimentos, agravada pelo fato de estarem ingerindo bebidas alcoólicas.

“Vamos desenvolver uma estratégica ao longo do ano para fiscalizar bares, boates e coibir essa prática. Não queremos acabar com as festas, mas sim organizar a cidade”, finalizou o magistrado.

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