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HUMBERTO BAÍA

Em Oiapoque, desde que a Ponte Binacional foi inaugurada o movimento de travessia por embarcações entre o município localizado no extremo norte do Amapá e São Jorge, na Guiana Francesa, caiu muito. Com a greve geral no departamento francês, deflagrada na última segunda-feira, 27, muitos catraieiros já estão deixando de operar no trecho.

A travessia entre Oiapoque e São Jorge durava pouco mais de 30 minutos, o que proporcionava ao viajante uma oportunidade de fazer um passeio turístico pelo Rio Oiapoque.

“Hoje foi minha última viagem, não dá mais para pagar o aluguel  de R$ 300 por semana, não fiz nem a metade,” diz o catraieiro Jadson Silva, emocionado.

Apenas um carro brasileiro atravessou para o lado francês

Com a inauguração parcial da Binacional, um número muito grande de veículos franceses começou a circular em Oiapoque. O controle de veículos tem sido feito somente do lado francês.

Saída da ponte do lado francês

Saída da ponte do lado francês. Somente um carro brasileiro cruzou a fronteira. Foto: Humberto Baía

No Brasil, o pátio aduaneiro ainda está em construção e apenas um vigilante da obra fica no local. Até agora apenas um carro brasileiro atravessou a ponte, o do empresário Sidiney Ypiranga, que tem dupla nacionalidade.

O que desanima o turista brasileiro a atravessar a ponte é o preço do seguro, que só cobre 30 dias, além do visto que custa 60 euros e só é possível obter no Consulado da França, em Macapá.

Protestos na Guiana Francesa estão afetando economia em Oiapoque. Foto: reprodução

Protestos na Guiana Francesa estão afetando economia em Oiapoque. Foto: reprodução

Oiapoque e o movimento em Caiena

O comércio em Oiapoque até agora não tinha sentido a crise financeira  no Brasil, mas apenas 03 dias de greve em Caiena deixou os comerciantes em estado de alerta.

Alguns grupos já estão se mobilizando para fazer algumas reivindicações junto ao governo do Estado e federal. Entre as pautas estão a melhoria da qualidade de vida e conclusão da Praça Hercílio Crescêncio.

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