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OLHO DE BOTO

Uma mulher foi encontrada morta na manhã desta quarta-feira, 22, na área conhecida como Campo do Corru, no Bairro do Pacoval, zona norte de Macapá. Identificada apenas pelo nome “Paula” e como sendo moradora de rua por populares que moram próximo do local, a vítima aparenta ter entre 25 e 30 anos de idade.

Uma equipe comandada pelo delegado Ronaldo Coelho e composta por agentes da Polícia Civil, Militar e perícia, foi até o local para fazer a remoção do corpo e investigar as razões do óbito. 

Segundo informações preliminares dos peritos, não há sinais de violência ou perfurações de algum tipo de arma no corpo. O local é conhecido pela população por estar abandonado e servir de ponto para comércio e consumo de drogas.

Delegado Ronaldo Coelho (esquerda):

Delegado Ronaldo Coelho (esquerda): sem marcas de violência no corpo, não é possível saber razão da morte sem uma perícia detalhada. Fotos: Olho de Boto

“É até prematuro falar em homicídio porque, preliminarmente, não há marcas de violência. É preciso passar por uma necropsia mais detalhada porque não dá pra saber o que de fato aconteceu. Não está descartada até a overdose, de uso de substância entorpecente, pois essas pessoas aqui se reúnem para essa prática”, disse o delegado Ronaldo Coelho.

Moradores da região não souberam dar mais informações sobre a mulher. Apenas que ela vagava pelas ruas e pelo campo abandonado. Eles aproveitaram para falar da situação em que se encontra o local que anos atrás servia como espaço de lazer para a comunidade.  

“O local está abandonado há mais de 7 anos e a arquibancada só serve pra isso, pra esconderijo, pra matarem as pessoas e jogarem debaixo, fazer uso de droga, só tem servido pra coisa ruim”, comentou o presidente da associação de moradores do bairro, Paulo Hugo.

Moradores se queixam do abandono do local

Moradores se queixam do abandono do local

Arquibancada tem sido local de encontro para usuários

Arquibancada tem sido local de encontro para usuários

Hugo denuncia que o poder público esqueceu de olhar para o campo e para a comunidade e que são os próprios moradores que ainda tentam fazer ocasionalmente alguma limpeza, mas o crescimento de usuários de drogas tem intimidado qualquer tentativa de melhoria.

“Tá totalmente abandonado, as luzes foram jogadas no mato, então não tem segurança. Se o poder público se sensibilizasse e fizesse alguma coisa pelo menos uma limpeza como nós que já fizemos duas limpezas aqui, mas eles dão por esquecido e acontece o que acontece”, lamentou.

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