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OLHO DE BOTO

Um criminoso que havia acabado de realizar um assalto no Complexo Beira-Rio, na orla de Macapá, foi preso depois de ser imobilizado por um homem que viu o roubo ocorrer e decidiu agir. Ele entrou em luta corporal com o assaltante, e chegou a ser esfaqueado em uma das mãos.

O crime ocorreu por volta das 23h30min desta terça-feira, 14. Jailson Maciel dos Santos, 33 anos, o “Nil”, tinha acabado de render uma mulher e fugiu com os pertences dela.

No momento de escapar, no entanto, ele não esperava ser interceptado por uma testemunha que viu tudo acontecer.                          

“Ele veio na minha direção correndo com o produto do furto. Consegui imobilizar, a população me ajudou, mas levei uma facada na mão. Ele ainda fugiu de novo, mas consegui imobilizar pela segunda vez e torci meu ombro”, lembra a testemunha.

"Nil" é acusado de assassinatos em Macapá e Pedra Branca do Amapari. Fotos: Olho de Boto

“Nil” é acusado de assassinatos em Macapá e Pedra Branca do Amapari. Fotos: Olho de Boto

policia assalto 4

Assaltante foi espancado por populares

Depois da segunda imobilização, populares iniciaram uma sessão de espancamento ao assaltante até a chegada de uma equipe da Polícia Militar.

“Apesar de ter sido lesionado por uma facada, o rapaz, com a ajuda de populares, conseguiu imobilizar o infrator. É uma conduta que a Polícia Militar não recomenda, mas graças a Deus deu tudo certo”, comentou o aspirante a oficial Carlos Morais, do 6º BPM.

Ao ser apresentado no Ciosp do Pacoval, os policiais descobriram o nível de periculosidade do assaltante. Nil já era procurado pela Justiça por dois homicídios, um em Macapá e outro no município de Pedra Branca do Amapari.

Aspirante Carlos Morais: a PM não aconselha esse tipo de conduta

Aspirante Carlos Morais: a PM não aconselha esse tipo de conduta

Depois de ser atendido no Hospital de Emergência de Macapá com um corte na mão e o ombro deslocado, o rapaz que prendeu o assaltante fez uma avaliação de tudo o que ocorreu.

 “Eu também trabalho na área de segurança privada, mas sei que não é certo agir assim. Não sou herói, foi instinto”.

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