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ANDRÉ SILVA

Professores do estado vão paralisar suas atividades por três dias. O anuncio foi feito na tarde desta terça-feira, 14, pelo Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap). A paralisação segue o calendário nacional de protestos da categorial e inicia nesta quarta-feira, 15.

Entre as pautas nacionais que serão discutidas estão o fim da reforma da previdência, o pagamento do piso nacional da categoria do magistério, não a reforma trabalhista e a reforma do ensino médio.

Na quinta e sexta-feira, serão discutidas as pautas da categoria estadual, onde os professores pedem o fim do parcelamento dos salários, além de mais segurança nas escolas, merenda escolar, devolução em massa de professores, assédio moral, a militarização das escolas, escola de tempo integral e o reajuste salarial que não ocorre há dois anos.

Quanto à militarização de escolas, o sindicato diz que não foi procurado pelo governo do Estado para conversar sobre a mudança e chama de farsa a administração compartilhada entre professores e militares.

Presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo. Foto: André Silva

Presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo. Foto: André Silva

“O estado não comunica o sindicato no que faz. Ele chega na escola e toma a decisão. Nós vivemos em uma sociedade democrática de direito e não em uma sociedade autoritária e de ditadura militar. A implementação do um ensino militar em uma escola pública é uma afronta à democracia”, protestou o presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo.

Após uma avaliação dos três dias de paralisação, uma nova assembléia pode ser convocada desta vez, com indicativo de greve.

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