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CÁSSIA LIMA

Professores do Estado e Município de Macapá realizaram o segundo dia de protestos contra as reformas da previdência e trabalhista na manhã desta quinta-feira, 16, na Avenida FAB. Os profissionais também reivindicaram incorporações salariais e melhorias na educação.

Os educadores iniciaram a manifestação na Praça da Bandeira e depois seguiram para frente do Palácio do Setentrião e prefeitura de Macapá. As principais pautas são o fim do parcelamento de salários dos servidores públicos do Amapá e a diminuição da carga horária para a categoria.

Ailton Costa:

Ailton Costa: 4% de aumento desde 2004. Fotos: Cássia Lima

“A prefeitura incorporou em 2014 parte da regência de classe para chegar ao piso salarial. E desde então tivemos 4% de aumento, falta 27% para chegarmos ao piso. Não são publicadas as progressões e não temos um diálogo com a prefeitura”, frisou o diretor da executiva municipal do Sinsepeap, Ailton Costa.

Ele também criticou a Secretaria de Estado de Educação (Seed) sobre as escolas de tempo integral e a adoção de ensino militar, que foram implantadas sem diálogo com a sociedade.

Movimento no segundo dia de paralisação foi aos prédios do governo e da prefeitura

Movimento no segundo dia de paralisação foi aos prédios do governo e da prefeitura

De acordo com o secretário municipal de Administração, a negociação com os professores ocorre normalmente durante o ano com a Mesa de Valorização do Servidor.

“Nós vamos iniciar a negociação deste ano agora em abril, mas ouvimos os servidores sempre. Queremos fazer mais e reconhecemos que eles merecem, mas o orçamento e a crise ainda não permitiram isso. Esperamos que com a transposição dos servidores possamos dar mais garantias a eles”, explicou o secretário municipal de Administração, Carlos Michel Miranda.

protesto quarta

Protesto na quarta contou com a presença de outras categorias

A categoria segue com as atividades até o sábado, 18. O movimento paralisou parcialmente algumas escolas e quase que totalmente outras. O Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap) não soube estimar o numero exato de professores que aderiram ao movimento.

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