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OLHO DE BOTO

Um frentista foi baleado durante um assalto a um posto de combustíveis na Rua Claudomiro de Morais, no Bairro Novo Buritizal, zona sul de Macapá. A vítima, que tinha sido contratada há apenas 3 dias, entrou em luta corporal com um dos criminosos quando o comparsa deu ordem para matá-lo.

O roubo ocorreu neste domingo, 16. Por volta das 10h20min, Sandro Brito Pereira, de 33 anos, foi abordado por dois homens em uma motocicleta vermelha placa NES 6152.

Segundo a PM, um dos criminosos ficou na moto enquanto o outro desceu para efetuar o assalto. O frentista estava com apenas R$ 200 da renda porque já havia guardado o restante no cofre da empresa.

Frentista diz que só reagiu porque percebeu que o criminoso ia atirar. Fotos: Olho de Boto

Frentista diz que só reagiu porque percebeu que o criminoso ia atirar. Fotos: Olho de Boto

Inconformado com a pequena quantidade de dinheiro, o comparsa mandou o outro bandido que estava na bomba atirar: “Mata ele!”, “mata ele!”,  relatou a vítima mais tarde.

Percebendo que o assaltante ia obedecer, Sandro Pereira decidiu reagir e lutar pela vida. O bandido atirou duas vezes, mas acertou apenas uma no abdômen. O funcionário caiu no chão e os criminosos fugiram.

Sandro Pereira foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros que o levou até o Hospital de Emergência de Macapá onde passou por cirurgia. Ele continua internado em estado grave, mas está fora de perigo. A direção do posto não informou se os bandidos conseguira levar algum dinheiro.

Policiais fizeram diligências, mas não conseguiram encontrar os criminosos

Policiais fizeram diligências, mas não conseguiram encontrar os criminosos

Equipes do Batalhão de Rádio Patrulhamento Motorizado (BRPM) e do 1°BPM fizeram diligências em uma área de pontes do Bairro dos Congós, ainda na zona sul, numa área conhecida como “Ponte do Coqueiro”, mas ninguém foi preso.

Um ex-frentista do posto, que é amigo da vítima, foi para o local assim que soube do assalto. Ele revelou que trabalhou durante dois anos na empresa, mas pediu demissão depois do terceiro roubo.

“Na última vez o assaltante apontou a arma pra mim e eu desisti. Muito arriscado, ainda mais que a empresa passou a deixar apenas um frentista por plantão aqui alegando crise”, disse ele.

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