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SELES NAFES

A Corregedoria da Polícia Militar do Amapá vai apurar a conduta de um policial militar  acusado de atirar contra o cachorro de uma família no Bairro Jesus de Nazaré, próximo da Ponte do Axé, em Macapá. A dona do cachorro e uma ONG de proteção de animais levaram o caso ao comando do batalhão.

A situação ocorreu na manhã do último dia 20. Um vídeo mostra os três policiando caminhando pela rua. O cachorro sai da residência e começa a latir para os policiais que continuam caminhando sem problemas.

A imagem é distante, mas é possível ver que o último policial saca a pistola Ponto 40 com a mão esquerda. Não é possível ver o momento do tiro, mas o animal entra em desespero com a dor. Depois disso, os policiais continuam o trajeto.

Animal é atendida em uma clínica logo após o disparo. Fotos: Divulgação

Cadela foi para a casa do vereador Victor Hugo

O caso foi à tona quando a dona do animal procurou o vereador Victor Hugo (PV), da Unidade de Proteção Animal Costelinha (Upac), para pedir apoio no tratamento da cadela.

“A dona do cachorro conseguiu o vídeo e me ligou. O cachorro nem avançou, nem mordeu. Depois do tiro ele (o policial) ainda deu um chute na cadela”, comentou Victor Hugo.

Representantes da ONG e da família proprietária do animal procuraram nesta segunda-feira, 24, o comando do 6º Batalhão para reportar o ocorrido. Eles apresentaram o vídeo ao comandante do batalhão, o tenente-coronel Cláudio Braga.

“Houve realmente o disparo. Tomei conhecimento hoje pela manhã disso, e encaminhamos tudo para a Corregedoria. Falei com a guarnição e não me convenceram. O crime é previsto no Artigo 32 do Código de Meio Ambiente (ferir animais domésticos)”, confirmou o comandante.

O policial alegou que o animal teria tentado morder o tornozelo da sargento que comandava a guarnição.

“Vamos esperar um parecer do corregedor para tomar as providências”, finalizou o comandante.  

A preocupação agora é com o tratamento da cadela que precisará passar por uma cirurgia. O orçamento feito pelo vereador em clínicas de Macapá ficou em R$ 3 mil.

“Estamos precisando da ajuda de todos que puderem fazer algo. É muito provável que ela tenha a pata amputada, já que o tiro da Ponto 40 destruiu os ossos”, revelou Victor Hugo, que disponibilizou o próprio celular para atender pessoas interessadas em ajudar. É o 98107-5951

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