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DA REDAÇÃO

O atraso no repasse da taxa de iluminação pública para a prefeitura de Macapá teria ocorrido em função da queda no faturamento da empresa, foi o que informou a CEA neste domingo (30). Esta semana, a prefeitura fez fortes críticas ao atraso, alegando que houve descumprimento de acordo firmado no Ministério Público do Amapá.

Entre os fatores que produziram a queda de receita em abril, de acordo com a estatal, estão: a alta inadimplência e a penhora judicial de 40% das receitas. Também foi necessário fechar o balanço anual da empresa.

Segundo a companhia, mesmo com o aumento da tarifa em mais de 40% em novembro do ano passado, os “índices de inadimplência estão atingindo patamares cada vez mais altos, colocando em cheque as obrigações com credores e, até mesmo podendo comprometer a folha de pagamentos da Companhia”, alegou a companhia em nota.

CEA diz que queda de receita pode comprometer até a folha de pagamento. Fotos: Arquivo

Sem falar em cifras, a CEA diz que pagamentos de fornecedores e o repasse da contribuição da taxa de iluminação foram prejudicados.

No entanto, a CEA lembrou que em março, no ato de transferência da rede de iluminação para a prefeitura, fez o repasse de R$ 600 mil, além de oferecer pessoal e material para que a prefeitura realizasse os serviços de manutenção durante os primeiros meses.

Novembro de 2016: prefeito Clécio Luis e representantes da CEA acertam no MP os detalhes da transferência dos serviços de iluminação pública

“Até a presente data a prefeitura não informou o local para entrega dos equipamentos e, não emitiu nenhuma ordem de serviço aos funcionários da CEA que estão à disposição do município”.

A estatal diz que “garantiu todas as condições para que a prefeitura promovesse a recuperação dos pontos de iluminação de imediato. De todo modo, a CEA lamenta os fatos ocorridos, que fogem ao controle da Companhia”.

A companhia concluiu o esclarecimento dizendo que no último dia 27 conseguiu desbloquear algumas contas, mas o repasse para a prefeitura não foi realizado por causa da greve geral da sexta (28), que incluiu os bancários.  

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