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SELES NAFES

A Clínica Dr. Brito se manifestou na manhã desta quinta-feira (27) sobre a morte da professora Elza Pimenta de Carvalho, de 46 anos, após uma cirurgia plástica. O advogado da clínica negou imperícia médica e garantiu que todos os procedimentos foram tomados durante e depois das complicações.

Segundo o advogado José Roberto Nunes, a professora apresentou todos os exames de risco cirúrgico que comprovavam condições ideais para passar pelo procedimento de colocação de prósteses de silicone nos seios.

“No curso do procedimento houve uma alteração no quadro clínico dela que foi uma depressão cardíaca, o que obrigou o médico a interromper o processo cirúrgico e iniciar os procedimentos de reabilitação. Ela ficou estável e foi encaminhada para um hospital de maior porte e com UTI (Unimed Macapá)”, comentou o advogado.  

A professora morreu na UTI da Unimed na manhã seguinte

A professora foi transferida por uma equipe do Samu por volta das 15h30min da terça-feira (25). O advogado diz que a professora teria reagido bem às primeiras horas, e teria dormido sem maiores complicações na UTI.

“Quando ela acordou a reação dela, nervosa, foi de tirar os equipamentos, e ela estava entubada. A partir daí esse diagnóstico não podemos mais informar o que houve. Nos limitamos a informar sobre os procedimentos da clínica”, ponderou.

A professora morreu ainda pela manhã, e a família registrou queixa na Polícia Civil. A delegada Elza Nogueira, que atendeu a ocorrência, informou ao portal SELESNAFES.COM que o laudo de constatação médica, que será anexado ao inquérito, atestou que a paciente teve uma intoxicação por opioides, ou seja, excesso de medicamentos muito fortes para dores.

Delegada Elza Nogueira: laudo apontou intoxicação por medicamentos

O advogado José Roberto Nunes ainda não sabia sobre o laudo de constatação, mas disse que vai pedir acesso a todas as informações geradas a partir da ocorrência.

“Também temos interesse de saber o que aconteceu”.

Ele garantiu que a Clínica Dr. Brito é aparelhada estabilizar pacientes, e que a família da professora está recebendo suporte psicológico e jurídico.

“Em momento algum deixamos de prestar qualquer tipo de assistência com a família. Foi uma fatalidade. Qualquer pessoa está sujeita a essas intercorrências por mais simples que seja o procedimento”, avaliou Nunes.

O advogado disse ainda que a clínica pagará pelas despesas de internação da paciente na Unimed.

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