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SELES NAFES

A Polícia Civil confirmou neste sábado, 22, que o estudante Andrew Renan Bastos, de 20 anos, desaparecido há cerca de uma semana, passou pelo menos um dia em Oiapoque, município a 590 quilômetros da capital, Macapá.

O estudante fugiu de casa, mas deixou uma carta para a família informando que havia economizado R$ 8 mil e que pretendia chegar aos Estados Unidos com o objetivo de trabalhar e melhorar de vida.

Neste sábado, a Polícia Civil recebeu a confirmação de que o estudante estava em Oiapoque. Ele se hospedou em uma pousada chamada Kayamã, e assinou a ficha de entrada com o nome de André Renan Bastos Mendes. Ele deu entrada na pousada às 23h56min do último dia 18, e se hospedou no apartamento 16. 

“A dona da pousada confirmou. Ela reconheceu ele pelas fotos e disse que era um rapaz muito educado e perfumado, e realmente a família diz que essas são características dele”, comentou o delegado Charles Corrêa.

Ficha assinada pelo rapaz no dia 18

Ficha assinada pelo rapaz no dia 18

O delegado acredita o rapaz tenha se enganado por achar que podia atravessar a Guiana Francesa para chegar aos Estados Unidos, e por isso decidiu fazer o caminho de volta para usar uma rota por Belém.

Contudo, apesar de ter deixado na carta para a família a informação de que tinha dinheiro para a viagem, ele foi visto vendendo um celular Sony Ericsson por R$ 250 para pagar a passagem em um transporte pirata.  

“Conversei com um pirateiro (motorista que faz lotação de passageiros) que me confirmou que deixou ele no barco Ana Beatriz II (na área portuária de Santana) com destino a Belém. Ou seja, ele passou por aqui, ele esteve aqui, mas quando descobriu que se enganou decidiu voltar”, explicou o delegado.

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Delegado Charles Corrêa: por ser maior de idade, rapaz não pode ser trazido de volta contra a vontade. Foto: Arquivo

Um rapaz parecido com Renan Bastos foi visto dentro do navio Ana Beatriz II chegando a Belém, mas depois a polícia conseguiu confirmar que não se tratava do mesmo jovem. A família já foi comunicada pelo delegado sobre a passagem do estudante pela cidade de Oiapoque.

“Por mais que a gente confirmasse que era ele, não poderia ser feito nada por se tratar de maior de idade. A única alternativa seria tentar demover dele a ideia de fugir”, concluiu o delegado, que acredita que Renan Bastos está em Macapá.

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