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De Santana, FERNANDO SANTOS

O estudante Raimundo Coiê, de 17 anos, que sofreu discriminação racial nas redes sociais no último fim de semana, usou a tribuna do plenário da Câmara de Vereadores de Santana para expor o drama. A iniciativa do poder legislativo teve a intenção de fomentar o combate ao racismo.

Na sessão, realizada na noite de terça-feira (25), Raimundo Coiê revelou que se sentiu humilhado com os comentários na postagem de uma foto sua em seu perfil no Facebook. Ele lembrou das dificuldades e das inúmeras vezes que também sofreu preconceito na escola. E garantiu que não se calará diante das injustiças de tonalidade racial.

“Quero que isso não se repita com outras pessoas. Isso dói muito. Agradeço aos parlamentares, meus amigos, familiares e a todos aos meus colegas que vieram juntar-se a nós no combate ao racismo. Agradeço todas as manifestações de carinho que recebi via telefone, pelas redes sociais”, destacou.

Estudante usou a tribuna da Câmara de Vereadores

Postagem que recebeu as mensagens de ódio racial

“Não queremos aqui incentivar o ódio e sim levantar esse debate de dizer não! a qualquer tipo de preconceito”, disse o vereador Dr. Fabiano, que apresentou uma moção de repúdio na Câmara sobre o corrido.

Familiares e amigos, que também participaram da sessão, se solidarizaram com o adolescente. Eles ergueram faixas e cartazes que pediam “Não ao Racismo”.

“Não é a primeira vez que ele sofre esse tipo de racismo, porém na rede social dessa forma impactante, principalmente pra família, foi a primeira vez. A família ficou decepcionada, arrasada. Ele é um rapaz alegre e estudioso, mas diante desta situação ele ficou muito triste. Costumo dizer que a política tem que ter mesmo essa sensibilidade”, comentou Cris Nobre, que é da família do adolescente.

Parentes e amigos acompanharam a sessão. Fotos: Fernando Santos

Caso motivou campanha contra o racismo em Santana

“Já participei de Movimento Estudantil e sei o quanto é intrigante essa questão dentro de escola. Essa questão do racismo precisa ser combatida”, ponderou Alex Lima, estudante.

“A moção de repúdio seria o mínimo que o Poder Legislativo poderia fazer. Que isso sirva de iniciativa para a elaboração de políticas de combate ao racismo na cidade”, conclamou Manoel Dário, líder estudantil da Escola Estadual Barroso Tostes.

caso está sendo investigado pela Polícia Civil. 

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