Fiscalização interdita 4 farmácias em Macapá

Fiscalização interveio em estabelecimentos na zona leste e zona norte. Locais estavam sem documentação e uma estava vendendo medicamentos vencidos
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CÁSSIA LIMA

Pelo menos quatro farmácias irregulares foram fechadas na manhã desta terça-feira, 25, em Macapá. A maioria delas não possuía registro no Conselho Regional de Farmácia (CRF) e nem tinha um farmacêutico no atendimento como manda a lei.

Três farmácias fechadas estavam localizadas no Bairro do Perpétuo Socorro, na zona leste, e uma no Jardim Felicidade, zona norte da capital amapaense. Os estabelecimentos não possuíam farmacêuticos, alvará de funcionamento, registro junto aos órgãos municipais e nem tinham licença do CRF.

Farmácia ilegal tinha medicamentos fora da validade. Fotos: CRF

“Estamos averiguando qual a origem desses medicamentos, se compraram no nome de outra farmácia, se são contrabandeados e quais as condições. A gente identificou que aqui tinha medicamento injetável, que é uma infração sanitária grave”, frisou o vice-presidente do CRF, Júlio Cesar Sousa.

Na primeira farmácia fechada, localizada na Avenida Pedro Américo, no Perpétuo Socorro, o estabelecimento tinha remédios fora da validade e sem nota fiscal. Além disso, fazia a venda da benzilpenicilina benzatina, mais conhecida como Benzetacil, e a pessoa que aplicava não tinha formação nenhuma.

“Essa farmácia estava totalmente ilegal. Já tínhamos notificado o dono e há quase um ano esperamos uma regularização. Não tivemos outra opção. Era um risco enorme para a população”, destacou Júlio Cesar.

Vice-presidente do CRF, Júlio Cesar Sousa: Farmácia estava totalmente ilegal

A fiscalização que culminou na ação desta manhã já vem sendo realizada há quase um ano pelo Ministério Público do Amapá, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Vigilância Sanitária de Macapá e Conselho Regional de Farmácia.

A Vigilância municipal fechou as quatro farmácias e junto com os outros órgãos continua a inspeção em Macapá. Todas as denuncias de irregularidades serão encaminhadas ao Ministério Público do Amapá.

CRF havia alertado proprietário para regularização há um ano

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