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SELES NAFES

Na próxima temporada de queimadas, incêndios que costumam destruir boa parte das unidades de conservação, não haverá equipes fixas no interior para fazer o combate. A presidência nacional do Ibama publicou portaria extinguindo as brigadas de incêndio do Amapá.

A portaria foi assinada pela presidente do Ibama, Suely Araújo no último dia 6, e publicada no dia 7. A decisão contraria o que disse o próprio ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, quando esteve no Amapá em março.

Sarney garantiu que ia investir nas brigadas e até criar um grupamento especial apenas para atuar no combate a incêndios em terras indígenas.

No ano passado, as brigadas tinham 75 pessoas, todas recrutadas no interior do Estado com contratos de 6 meses de duração. Os trabalhos são sempre coordenados pelo Prevfogo, do Ibama.

“Fiz documento ao ministro assinado por todos os técnicos do Prevfogo e do sindicato dos servidores. Os prefeitos estão fazendo documentos e mandamos documentos também para todos os senadores e deputados para acionarem diretamente o ministro”, revelou o técnico do Prevfogo, Leozildo Benjamim.

No mapa do Amapá, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostra as zonas de risco

No mapa do Amapá, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostra as zonas de risco

O Amapá foi o único Estado que teve a brigada de incêndio extinta. Em outros estados houve aumento das equipes.

“Só no município de Santarém (PA) passou de quatro para sete brigadas”, acrescentou Benjamim.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), 2016 foi o ano em que o Amapá mais registrou focos de calor. Foram mais de 2,6 mil. Desse total, mais de 400 foram considerados incêndios.

Os municípios mais atingidas foram Macapá, Mazagão, Cutias, Tartarugalzinho e Oiapoque.  

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