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De Oiapoque, HUMBERTO BAÍA

Cerca de 3 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, ocuparam as ruas no município de Oiapoque, no norte do Amapá, em protesto na sexta-feira (28), dia da greve geral. Diversas categorias participaram do ato intitulado “Manifestação Unificada da Sociedade Civil de Oiapoque” e também denominado de movimento dos “Irmãos da Fronteira”.

Vestidos de preto e embaixo de um temporal, foram percorridas várias ruas do centro, sempre gritando palavras de ordem como “unificar pra avançar”.

Manifestação percorreu ruas do centro de Oiapoque…

… e terminou na Ponte Binacional. Fotos: Humberto Baía

Durante 20 dias, as categorias realizaram várias reuniões onde cada segmento manifestou suas necessidades. Ao fim do processo, foi elaborado um documento chamado “Carta de Oiapoque”. A carta tem como objetivo chamar atenção para os problemas do município, assim como o de cada categoria.

O movimento foi inspirado a partir da greve de 21 dias em Caiena, na Guiana Francesa, departamento vizinho ao Amapá. A mobilização na região que faz fronteira com o Oiapoque foi organizada pelo grupo “500 Irmãos”. Por meio dos protestos, os manifestantes pediam ao governo mais investimentos na segurança e infraestrutura.

Movimento pede mais investimentos no município

O portal SELESNAFES.COM ouviu algumas pessoas no ato que expressaram a necessidade de unificação das pautas das diferentes categorias e o desejo por mudanças.

“Não tem por que lutarmos divididos, juntos somos mais fortes e começando a perceber isso. Caminharemos rumo a um novo Oiapoque” diz um manifestante.

“Uma cidade que falta tudo, precisamos ter coragem de lutar, chega de migalhas” disse outro.

Movimento diz não ter líderes

Sem líderes

Segundo os participantes do protesto, os Irmãos da Fronteira não têm líderes e nem porta voz. A comissão de Relações exteriores da Assembleia Legislativa do Amapá esteve em Oiapoque e fez o convite para que alguns membros do grupo possam participar de uma reunião, o que não foi aceito pelo coletivo.

Ponte Binacional

O protesto teve seu encerramento na Ponte Binacional, inaugurada recentemente. De acordo com os participantes, várias categorias foram atingidas com a abertura da ponte, uma delas a de taxistas, que fizeram um bloqueio rodovia que da acesso à ponte. Pelo menos 100 veículos de placa francesa foram impedidos de atravessar.

Categorias elaboraram “Carta de Oiapoque”

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