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OLHO DE BOTO

A Polícia Civil do Amapá conseguiu recuperar uma moto esportiva avaliada em R$ 40 mil que foi roubada na semana passada num golpe comandado de dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

O golpe começou a ser executado na última quinta-feira, 6, quando o proprietário anunciou em redes sociais a venda a motocicleta CRB Fireblade de 1000 cilindradas.

Não demorou para que um homem se dizendo empresário entrasse em contato demonstrando interesse.  

“Se identificou como uma pessoa de posses e disse que um funcionário do Estado amigo dele iria depois dar uma olhada para ver se a moto estava boa”, conta o delegado adjunto de Crimes Contra o Patrimônio (DECCP), Anderson Silvam.

O suposto servidor público apareceu depois e pediu para dar uma volta para testar as condições da moto. Não retornou mais.

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Moto estava com um receptador que cumpria pena em regime aberto por tráfico de drogas

A partir de então, o proprietário entrou em desespero. Começou a ligar para o falso empresário, mas o telefone já havia sido desligado. As investigações começaram no dia seguinte.

Os investigadores da DECCP chegaram a um receptador que acabou indicando onde a motocicleta estava guardada. O criminoso, que não teve o nome divulgado para não atrapalhar as investigações, disse que o crime foi arquitetado de dentro da penitenciária. 

“Eles têm pessoas com lábia, capazes de dobrar outras pessoas. Foi uma encomenda”, definiu o delegado.

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Motocicleta pode chegar a R$ 40 mil

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Outras pessoas podem ser presas, segundo a DECPP. Fotos: Olho de Boto

A polícia não informou ainda se a moto seria desmanchada ou vendida fora do Estado. O receptador preso em flagrante cumpria pena em regime aberto por tráfico de drogas, e agora será encaminhado para audiência de custódia. Ele está colaborando com as investigações, e por isso novas prisões podem ocorrer.

O delegado Anderson Silvam fez um alerta para que outras pessoas não sejam vítimas de golpes semelhantes.

“Tem muita gente de má índole comprando e vendendo coisas. Macapá não é mais aquela cidade de 20 anos atrás”, advertiu.

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