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ANDRÉ SILVA

Usuários das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), do Bairro dos Congós e da UBS Lélio Silva no Buritizal, ambos em reforma e localizados na zona sul de Macapá, queixam-se das poucas vagas para consulta em outros postos e da suspensão de serviços que eram oferecidos nessas unidades.

A prefeitura emitiu um nota lamentando os transtornos e informando que as reformas devem durar 120 dias. Depois do trabalhos, os prédios terão novas instalações elétricas, sanitárias, entre outras melhorias. 

Com a reforma, alguns serviços como, consulta, atendimento de urgência e exames, foram transferidos para unidades em outros bairros, uns próximos e outros nem tanto, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

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Prédio está sendo revitalizado. Fotos: André Silva

Trabalhos devem durar 120 dias

Lélio Silva: trabalhos devem durar 120 dias

Os serviços da UBS Lélio Silva, por exemplo, como consulta e exames,  foram distribuídos em quatro unidades:

Rosa Moita, no Bairro Nova Esperança;  

Raimundo Hozanan no Muca;

Perpétuo Socorro, na zona leste de Macapá que funciona 24 horas;

e Rubim Brito Aronovitch, no Bairro Santa Inês, que também funciona 24 horas.

Na primeira semana de atendimento nessas duas unidades foram registrados mais de 2 mil pacientes.

 

Já no caso da UBS dos Congós, segundo a secretaria, foram suspensos apenas os serviços laboratoriais que foram transferidos para o Rubim Aronovitch. Já as consultas, foram transferidas para anexos próximos a UBS em reforma.

A auxiliar de cozinha, Valdinéia Alves de Melo, de 40 anos, que mora bem próximo da UBS  Lélio Silva, disse que há duas semanas vem tentando marcar uma consulta na Rosa Moita e na Raimundo Hozanan, mas sem sucesso.

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UBS dos Congós fechada: as duas são as mais movimentadas da zona sul

“Não tem vaga e se tiver você tem que disputar com os moradores daqueles bairros”, contou a moradora.

Ao contrário do que diz a Semsa, Junior Correia de 30 anos que mora no Bairro do Congós, e que estava no anexo onde estão sendo atendidos usuários da UBS do Congós,  garante que apenas as pessoas que são atendidas pelo Programa Saúde da Família estão recebendo atendimento e que para conseguir uma consulta para a companheira não foi fácil.

“Lá no posto o atendimento era mais rápido. Para conseguir uma vaga é preciso dormir na fila. Eles disseram que iriam transferir todos os atendimentos para cá, mas não é isso que está acontecendo”, queixou-se. 

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