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ANDRÉ SILVA

Entre fevereiro e o início deste mês, o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) detectou um salto de 4 para 20 presos com tuberculose. Também em fevereiro, foi registrado um óbito pela doença entre os internos. No mesmo período do ano passado, eram apenas 6 casos de contaminados dentro da casa penal.

Com o aumento na oferta de exames para os detentos, aumentou também o registro de novos casos. Até agora, foram realizados 200 testes. O coordenador de tratamento penal, José Antonio, diz que o bacilo pode sobreviver por até dois anos no organismo de uma pessoa.

“Com um ambiente propício e a pessoa apresentando baixa imunidade, o bacilo se manifesta”, explicou.

Agentes chegaram a trabalhar protegidos. Foto: enviada por agentes penitenciários

Agentes chegaram a trabalhar protegidos. Foto: enviada por agentes penitenciários

De 2013 até 2016, o número de infectados vinha apresentando baixa devido aos poucos exames ofertados.

“Em anos anteriores eram disponibilizados apenas quatro exames para dois dias na semana. Após uma conversa com a Secretaria de Saúde do Estado, expandimos esse número de coletas diária para 13”, falou o coordenador.

Quando o exame do detento apresenta positivo, ele é isolado dos demais por um período de quinze dias, enquanto passa pelo início do tratamento. Nesse período, José Antônio explica que o bacilo não pode ser mais transmitido.

Quando os casos vieram à tona, os agentes penitenciários passaram a se proteger fazendo uso de máscaras.

“A mesma precaução continua sendo tomada, até porque estamos em contato direto com o detento. A direção do instituto continua oferecendo máscaras como forma de proteção do servidor”, explicou Edno Bentes, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Amapá (Sinapen).

O primeiro caso de óbito foi de um detento que deu entrada no instituto em dezembro do ano passado. Antes de morrer ele chegou a transmitir a doença para quatro presos.

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