Compartilhe

CÁSSIA LIMA

A Polícia Civil investiga as imagens das câmeras de segurança do centro comercial de Macapá para ter mais informações de como ocorreram o furto e as mortes decorrentes da invasão do Banco Santander, na madrugada desta segunda-feira, 10.

Entre os mortos está o vigia Adriano Fortunato da Silva, de 30 anos, e um criminoso que não teve o nome divulgado.

Adriano Fortunato era vigia da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AP) há mais de três anos. Quase sempre trabalhava no fim de semana e nessa madrugada estava trabalhando sem farda. Para a família, ele pode ter sido confundido com um dos criminosos. Ele era casado com Lucilene Oliveira e tinha dois filhos de 3 e 6 anos.

Perícia inspeciona prédio da OAB-AP. Foto: Cássia Lima

Perícia inspeciona prédio da OAB-AP. Foto: Cássia Lima

“Ele estava trabalhando e recebemos a informação da morte dele pela manhã. Ele não era criminoso, era trabalhador. Eu desconfio que ele tenha ouvido o barulho e foi olhar e acabou sendo morto”, disse a irmã da viúva de Adriano, Luciana Oliveira.

A polícia informou que Adriano foi alvejado do lado de fora da sede da OAB, onde fica o estacionamento privativo da instituição, ele morreu a caminho do Hospital de Emergências. De acordo com informações da Polícia Civil, o vigia foi baleado com tiros no peito, mas também possuía marcas de agressão e de uma possível luta corporal.

Adriano Fortunato da Silva trabalhava sem farda. Foto: arquivo familiar

Adriano Fortunato da Silva trabalhava sem farda. Foto: arquivo familiar

O caso

Ainda segundo a Polícia Civil, o que existe de informação até o momento é que seis criminosos invadiram a agência da Rua Cândido Mendes, no Centro, mas o alarme disparou e eles fugiram por um buraco na parede que dava acesso aos fundos da OAB. A polícia foi acionada pelo alarme por volta das 2h.

Uns dos bandidos conseguiu fugir em um veículo que o aguardava.

Investigação

“Nós estamos no momento da perícia e hipóteses. Sabemos que um bandido foi morto e o outro era o Adriano. Não sabemos se houve a participação dele. Estamos fazendo o levantamento de imagens e mais tarde vamos dar informações mais concisas do fato”, frisou o delegado da Polícia Civil, Ronaldo Coelho.

Delegado Ronaldo Coelho:

Delegado Ronaldo Coelho: envolvimento não foi comprovado. Foto: Cássia Lima

A perícia policial anunciou que a sala de informática da OAB, onde haviam as imagens do circuito de segurança, foram arrancadas e depredadas, como se alguém estivesse tentando apagar as informações.

Além disso, dentro da agência foram encontrados equipamentos que estavam sendo utilizados para arrombar os cofres. A gerência do banco anunciou que foram furtados um revólver, três coletes balísticos e cerca de 20 munições.

Compartilhe