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OLHO DE BOTO

Equipes das polícias Militar e Civil do Amapá, com apoio do Grupo Tático Aéreo (GTA), realizaram uma verdadeira operação de guerra, neste domingo (21), para capturar os dois acusados de participar do latrocínio que vitimou um policial civil neste fim de semana, no Bairro do Buritizal, na zona sul de Macapá. Depois de fugir do cerco, os dois acabaram sendo presos, horas depois.

O objetivo era encontrar Joelson Lemos da Silva, de 18 anos, o “Seu”; e Jardenilson Lemos da Silva, de 20 anos, o “Nil”. Os dois são irmãos e muito conhecidos da polícia por crimes graves, especialmente assaltos na zona sul.

O cerco começou por volta das 8h em uma área de pontes da Avenida Carlos Drumond de Andrade, no Bairro dos Congós, e se estendeu até o início da tarde.

Policiais militares observam lago por onde os irmãos fugiram. Fotos: Olho de Boto

Policiais civis entram no lago…

…e até o cão farejador entrou na busca. Apesar de toda mobilização, os irmãos conseguiram se esconder

Equipes do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI), GTA e da PM, chegaram à casa indicada por denúncias, mas só encontraram Lucilei Alves Balieiro, o “Branquinho”, de 24 anos, e uma jovem. 

Branquinho é foragido da justiça com mandado de prisão por assalto. Os dois irmãos estavam escondidos na casa dele, mas desconfiaram da movimentação e fugiram por um lago antes da chegada das equipes. Policiais entraram na água e durante horas procuraram pelos acusados.

Branquinho confessou que estava dando abrigo aos irmãos, mas negou que eles tenham participado do crime. Segundo ele, todos estavam em uma boate no Buritizal horas antes do crime.

Branquinho é retirado da casa por policial militar: foragido inocentou irmãos

Jovem conduzida também confirmou versão

No grupo estavam: Branquinho, os irmãos Lemos, a jovem e mais dois rapazes identificados apenas como “Chuque-Chuque” e “Tucuxi”. Na versão de Branquinho, o grupo estava caminhando de volta para casa depois da festa, por volta da 1h da madrugada de sábado (20), quando viram o policial João Almeida Lopes, de 57 anos, também caminhando sozinho pela Rua Claudomiro de Morais.

“Foi o Chuque-Chuque. Eles (irmãos) só viram de longe, não estavam no meio, não. Só vieram do piseiro com a gente”, garantiu Branquinho.

A jovem que estava com Branquinho na casa também confirmou a versão de que Chuque-Chuque teria matado o policial com a ajuda de Tucuxi. Ela disse ter visto tudo acontecer.

“O Tucuxi e o Chuque-Chuque queriam o telefone dele, mas não sabiam que ele era policial. O Tucuxi segurou e o Chuque-Chuque matou. Eles levaram os dois telefones dele e a carteira”, disse a jovem.

“Vamos repassar essas informações para o delegado que ficou com o caso porque pode abrir outra linha de investigação”, informou o tenente M.Coelho, do 1º BPM.

Jardenilson Lemos da Silva, de 20 anos, o “Nil”

Joelson Lemos da Silva, de 18 anos, o “Seu”

As buscas no lago se estenderam até o início da tarde, quando as equipes decidiram ir embora. Contudo, uma equipe da Central de Inteligência e Operações da Sejusp (Ciop) ficou monitorando o local e avisou o Batalhão de Rádio Patrulhamento Motorizado (BRPM) quando descobriu que os dois procurados haviam saído do lago e voltado para a mesma casa alvo do cerco horas antes.

Assim como Branquinho e a jovem, eles também negaram terem sido os autores do latrocínio.

“Contudo, pela nossa experiência, achamos que são esses os autores. Eles são acostumados a fazer esse tipo de crime. São frios e violentos durante o roubo. São conhecidos por vários assaltos e furtos no fim dos Congós”, informou o tenente M. Aurélio, do BRPM.

Os dois foram levados para o Ciosp do Pacoval. À noite, eles começaram a prestar depoimento ao delegado Celso Pacheco, que investiga o caso.  

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