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CÁSSIA LIMA

O amapaense precisou trabalhar uma hora a mais no mês para pagar a cesta básica de abril e comprometeu 46,09% do salário mínimo com compras. A informação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo a pesquisa, o grande vilão do mês foi o tomate.

Tomate teve alta em abril, segundo o Dieese. Fotos: Cássia Lima

De acordo com as estatísticas apresentadas, em março o amapaense trabalhou 90 horas e 33 minutos para adquirir os produtos da cesta básica. Enquanto em abril, o tempo médio necessário para adquirir os produtos foram de 93 horas e 17 minutos. A comparação é referente ao custo da cesta e o salário mínimo líquido.

“O grande vilão da cesta foi o tomate que teve um aumento de 17% no preço, especialmente nos atacadões e supermercados. Uma alternativa para economizar é comprar verduras e frutas nas feiras”, destacou o técnico do Dieese, Aristótheles Almeida.

Aristótheles Almeida: preço do tomate foi elevado principalmente em supermercados

A cesta básica que a pesquisa leva em conta é baseada no decreto lei 399/1938, que não inclui produtos regionais como o açaí. O decreto inclui 12 itens que são: arroz, café, farinha, leite, feijão, carne bovina, açúcar, óleo, manteiga, tomate, banana e pão francês.

“A ideia é que se possa fazer uma comparação entre estados do Brasil inteiro com os mesmos itens. Mas sabemos a cesta do amapaense possui produtos que não são consumidos no sul e sudeste do Brasil”, explicou o técnico.

No primeiro quadrimestre de 2017, 11 capitais acumularam queda no valor da cesta, com destaque para Rio Branco (-13,33%), Manaus (-5,34%) e Maceió (-4,32%). Já os aumentos foram registrados nas outras 16, sendo que os mais expressivos ocorreram em Fortaleza (7,33%), Recife (5,97%) e Teresina (4,84%).

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