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CÁSSIA LIMA

O 1ª Batalhão da Polícia Militar registrou uma diminuição de 49% na poluição sonora do Bairro Santa Inês, na orla de Macapá. A queda nos dados se deve a fiscalização integrada dos órgãos de segurança. Até o fim do ano, a meta do Batalhão é combater os estabelecimentos 24hs que vendem bebidas alcoólicas.

O bairro, por ser próximo da orla, é usado para festas e reuniões entre amigos. Muitos estacionam seus veículos, abrem o porta-malas com som alto e bebem em qualquer calçada.

Poluição sonora e perturbação do sossego são casos comuns no local. Foto: ascom/PMM

Segundo os dados do Batalhão, de janeiro até março foram contabilizadas um total de 214 ocorrências no Santa Inês. No período de março até maio foram 171, ou seja, houve uma redução de 20% nos dados gerais.

A poluição sonora, que lidera as estáticas, por exemplo, somou 97 ocorrências entre janeiro e março, e entre março e maio 49, sendo 49% de redução. A perturbação de sossego totalizou nos três primeiros meses 12 reclamações e em abril e maio foram 7, reduzindo em 41%.

O diferencial, segundo a polícia, foi o emplacamento realizado pela Companhia de Transito e Transporte de Macapá (CTMac), uma abordagem mais incisiva da fiscalização e as recorrentes reuniões com o Conselho de Segurança do bairro.

“Chegamos à conclusão que era necessário um emplacamento na orla e uma fiscalização mais severa. Quando você coloca placas a população começa a observar. Os veículos ainda param, mas já amenizou muito”, destacou o Capitão Daniel Miranda.

Capitão Daniel Miranda: fiscalização mais severa e sinalização ajudaram a diminuir casos. Fotos: Cássia Lima

A meta é continuar com os trabalhos no Santa Inês, mas fiscalizar também os estabelecimentos 24h que fornecem bebidas alcoólicas durante a madrugada e até para adolescentes.

“Não é que a gente queira que esses locais fechem. Não é isso. Mas os empresários e até ambulantes tem que respeitar a lei e ter prudência”, frisou o capitão.

Policiamento na orla

Na primeira quinzena de junho, o Batalhão vai reunir com os comerciantes e microempresários do bairro para tratar do horário de funcionamento dos estabelecimentos. A proposta da polícia é trabalhar junto com os órgãos municipais para que em qualquer descumprimento da lei ocorra multa.

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