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CÁSSIA LIMA

A Secretaria de Infraestrutura do Amapá (Seinf) garante que no segundo semestre deste ano serão retomadas as obras do Conjunto Habitacional dos Congós, localizado na zona sul de Macapá. Os serviços no conjunto estão paralisados desde 2014, e agora, com a resolução de pendências na Caixa Econômica Federal, o espaço passará por nova licitação.

De acordo com a Seinf, o governo do Estado está há dois anos tentando recuperar a obra que faz parte do já extinto Programa de Aceleração do Crescimento (PAC I). O projeto inicial previa R$ 19 milhões, hoje a recuperação está orçada em R$ 17 milhões.

Obra está abandonada com boa parte da estrutura comprometida. Fotos: Cássia Lima

Mesmo com cerca improvisada, o lixo domina o local da obra abandonada

“O contrato com a empresa foi reincidido pelo governo, depois os preços foram defasados e a obra ficou parada. Agora o governo federal estipulou um prazo de entrega até o fim de 2018, se não vamos ter que devolver o dinheiro”, explicou o Coordenador de Habitação da Seinf, Carlos Eduardo Alves.

Atualmente, o Núcleo de Habitação da Seinf corre para adequar todo o projeto e atender as exigências da Caixa. Segundo o coordenador, o projeto já passou por nova inspeção onde foram constatados furtos de janelas, portas, extintores de incêndio, vidros, louças e até lajotas. Além disso, devido à ação do tempo, a estrutura dos prédios deve ser reforçada com vigas.

Carlos Eduardo Alves: novo prazo de entrega é no final de 2018

O conjunto é dividido em três partes: a primeira com 7 prédios que ficam bem em frente ao Ciosp do bairro, a segunda com o esqueleto de três prédios, e uma última parte com casas populares. Todos os ambientes estão com obras paradas e com enormes criadouros do mosquito da Aedes Aegypti.

“Todas as três partes sofreram furtos e danos na estrutura. O novo orçamento deve ser executado com recursos do tesouro e do governo federal. O preço está quase ao valor original porque a obra está muito defasada”, explicou o coordenador de habitação.

Agentes de endemias tenta combater as lavas do Aedes

Janelas e portas foram furtadas

A reportagem do portal SELESNAFES.COM encontrou nesta quarta-feira (24) agentes de endemias na primeira parte da obra tentando combater os criadouros. Segundo os profissionais, vários locais possuem água parada trazendo risco para os alunos que estudam ali em frente e aos moradores.

“Existe muito risco de contaminação aqui. Estamos eliminando alguns e fazendo tratamentos de outros que podem trazer dengue, zika e chikungunya. Esses larvicidas são de 45 dias e depois vamos ter que voltar e fazer o mesmo trabalho”, explicou o agente de endemias, Carlos Lacerda.

Esqueleto da terceira parte do conjunto

Mato alto e água parada dominam a obra

O conjunto dos Congós começou a ser construído em 2011 e abrigaria 397 famílias, mas o atual projeto prevê apenas 380 unidades habitacionais. Segundo a Secretaria, após os tramites legais e o andamento da obra, a Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims) deve fazer um recadastro com os contemplados do conjunto. A licitação deve ocorrer no início do segundo semestre e a obra será retomada no fim do ano. Atualmente, somando as três áreas, a obra tem apenas 30% de sua estrutura concluída.

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