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OLHO DE BOTO

Um bando armado rendeu moradores que estavam em frente a uma residência e invadiu o imóvel no Bairro Novo Horizonte, na zona norte de Macapá. Eram 3h da madrugada desta sexta-feira (5) quando o grupo anunciou que se tratava de um assalto.

O imóvel fica na Avenida Antônio Flecha. Os três criminosos chegaram num Ford Ka preto e estavam armados. Sob grave ameaça, os moradores e amigos que estavam conversando e bebendo cerveja, foram obrigados a entregar pertencentes pessoais como celulares, dinheiro e televisores da residência, além de roupas.  

Objetos roubados da casa foram abandonados pelos bandidos dentro do carro. Fotos: Olho de Boto

Na fuga, o veículo cruzou por uma viatura do Batalhão de Rádio Patrulhamento Motorizado (BRPM) que estava realizando uma operação no Novo Horizonte justamente para conter a onda de assaltos, principalmente em residências e estabelecimentos comerciais.

“Suspeitamos daquele carro em alta velocidade, e quando nos aproximamos do veículo eles dispararam contra a viatura”, relatou o aspirante Celso Cunha, do BRPM.

A perseguição continuou até uma comunidade chamada de “Ponte do Cai N’água”, próximo do Jardim Felicidade I. Os criminosos abandonaram o veículo e se embrenharam numa área alagada. Eles conseguiram fugir.

Dono do carro disse que recebeu ordem de dentro do Iapen para alugar o veículo

A equipe pesquisou as placas do Ford Ka e chegou até a residência do proprietário do carro. Inicialmente, ele negou envolvimento no crime, mas depois mudou a versão.

 “Ele disse que recebeu uma ordem de dentro do Iapen (Instituto de Administração Penitenciária do Amapá) para alugar o carro para que o roubo fosse efetuado”, relatou o aspirante.

Criminosos atiraram contra os policiais

Erilson Miranda Ataíde, de 30 anos, foi apresentado em flagrante no Ciosp do Pacoval. O trio de criminosos continua foragido.

A PM tem aconselhado os moradores a evitar reuniões e confraternizações nas frentes das residências, um velho hábito do amapaense que aos poucos vai desaparecendo.

“Isso vale para toda a cidade. As pessoas acabam virando alvos fáceis para a bandidagem”, justificou Celso Cunha. 

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