Compartilhamentos

ANDRÉ SILVA

Os alunos da Escola Estadual José de Alencar, no centro de Macapá, participaram na tarde desta terça-feira (16) de uma palestra sobre o combate ao consumo de drogas na escola. A atividade é uma iniciativa do Policiamento Escolar do 6º Batalhão da Policia Militar em parceria com o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

A unidade escolar já foi motivo de muitas ocorrências envolvendo o uso de drogas por alunos. Segundo a diretora da instituição, Maria de Nazaré, o consumo acontece mais no terceiro período de aula que funciona a noite, onde se encontram alunos maiores de idade. Ela ressalta que desde quando a polícia se mostrou mais próxima da escola as ocorrências diminuíram.

Ocorrências diminuíram com aproximação do Policiamento Escolar. Fotos: André Silva

Nazaré acredita que a repressão não seja a única maneira de tratar do assunto, mas a prevenção também surte muitos efeitos.

“Precisamos conscientizar esses alunos para que eles não caiam no erro. Antes nós agíamos com a coação agora não, pensamos em prevenção”, pontuou a diretora.

Diretora Maria de Nazaré: prevenção virou prioridade na escola

O Policiamento Escolar também acredita que a melhor prevenção seja a conscientização dos alunos, por isso, a instituição convidou o BOPE que já possui trabalho de palestras educativas nas escolas que já tratam desse assunto.

“Essa escola já deu muitos problemas. Diante disso, nós organizamos esse ciclo de palestras que é um trabalho preventivo. Ela é uma parceira nossa no Policiamento Escolar. O BOPE é nosso parceiro nessa programação”, ressaltou o comandante do patrulhamento escolar, Marcelo Moraes.

Escola tem casos de alunos consumindo drogas, principalmente no período noturno

A escola trem mais de mil alunos e esta tarde apenas os estudantes da sexta e sétima série participaram da palestra. Para a aluna Ana Beatriz, de 13 anos, o consumo de drogas é uma ilusão. Ela disse  que já viu muitas vezes colegas consumindo ali mesmo.

“O consumo pode trazer malefícios para as pessoas e elas nem percebem. Acho que elas pensam que isso é uma brincadeira, que é legal, mas que no fim isso tudo pode acabar com a vida delas”, considerou a aluna.

Compartilhamentos