Compartilhamentos

DA REDAÇÃO

O caseiro Roberto Carlos Tavares do Rosário, de 50 anos, foi morto a pauladas na residência onde trabalhava, na comunidade de Campina Grande, no KM 21. Ele era primo da deputada estadual Cristina Almeida (PSB).

O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (19). Seu corpo foi encontrado dentro de um dos quartos da casa coberto por um dos panos do sofá. Foram levados objetos de valor do local, como dois televisores, uma bicicleta seminova, além de dinheiro da vítima que tinha acabado de receber o salário.

O principal suspeito do assassinato é Ednelson Pinheiro de Oliveira (foto acima). Ele esteve no terreno desde o fim da tarde de quinta-feira (18) dizendo-se pastor e pedindo para pernoitar no lugar.

Segundo relato da deputada Cristina Almeida, na noite do crime haviam quatro pessoas na casa: o suposto pastor, Roberto Carlos, outro caseiro e mais uma senhora que também trabalha na residência.

Caseiro era primo da deputada Cristina Almeida. Foto: arquivo

“Por volta de 17h, apareceu um cidadão lá e os cachorros começaram a latir, tinham três pessoas na residência, dois caseiros e mais a senhora que trabalhava lá. Ele se aproximou, pediu água, disse que tinha vindo de Oiapoque e que ia pro Laranjal do Jari e queria pernoitar lá e perguntou se daria. A senhora que trabalha lá perguntou se ele tinha comido, fez comida pra ele e nisso os dois que não dormem na residência, o casal, foi embora, trancou o portão grande e ficou o Robertinho com ele lá”, contou a deputada.

A família da vítima supõe que após matar Roberto Carlos na sala, o assassino teria embrulhado o corpo com os panos do sofá e o levado para dentro do quarto, pois havia um rastro de sangue pelo chão.

Quando a polícia chegou no local, encontraram próximo do portão o documento de identidade de Ednelson Pinheiro de Oliveira. Os policiais confirmaram a identidade do homem com os caseiros que o reconheceram pela foto, dizendo se tratar da mesma pessoa que havia passado a noite no local e sumido pela manhã.

“Nossa família está toda chocada, um jovem, trabalhador, como qualquer cidadão não merecia ter uma morte dessa. Ele (o suspeito) se identificou como evangélico, como pastor, orou antes do casal sair, antes do final da tarde. Ele entregou uma bíblia, falando tudo isso só pra convencer mesmo”, lamentou a deputada Cristina Almeida.

A Polícia Técnica ainda realiza o laudo sobre o caso. O sepultamento de Roberto Carlos Tavares do Rosário ocorreu às 10h deste sábado (20), em Macapá.

Compartilhamentos