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SELES NAFES

Depois de horas de angústia, os atletas do time de basquete do Santos do Amapá, que tinham sido despejados do hotel onde estavam, foram hospedados em outro hotel também no Centro de Macapá. O proprietário do lugar se prontificou a doar 4 diárias para o elenco.

O pedido para que o hotel Atalanta recebesse os atletas foi feito por um empresário que também é jogador de basquete do Guarani, clube antigo que foi reativado e vai disputar o estadual deste ano.

“Tenho amigos lá que foram campeões comigo pelo Trem. Eu li a reportagem do portal e falei com seu Américo, proprietário do Atalanta. Ele não vai cobrar nada dos jogadores, e o Girafas também vai garantir a alimentação deles, no caso almoço e jantar”, explicou o empresário Luiz Corrêa, proprietário da empresa LC Produções.

O elenco, composto por oito jogadores do Sul do país, foi despejado no início da tarde desta segunda-feira (8) do hotel Rio Mar por falta de pagamento. A conta de R$ 9,9 mil não foi paga pelo Santos, e por pouco os jogadores do Blumenau (SC) não embarcaram de volta para casa sem suas bagagens. Foi preciso um acordo na delegacia de polícia.

“Nunca me eximi das responsabilidades. Coloquei em risco a minha relação familiar ao colocar o nosso carro como garantia de pagamento no hotel. Se eu fosse desonesto nunca teria feito isso e nem teria ajudado o time do Blumenau que poderia ter suas bagagens confiscadas pelo hotel”, disse o diretor do time, Gilmar Justus.

O dirigente procurou o portal SELESNAFES.COM para dar sua versão dos fatos. Ele garantiu ainda que em nenhum momento os jogadores do Santos passaram fome.

Jogadores do Sul do país vivem momentos de incerteza no Amapá

Justus admite que errou ao não obrigar os jogadores a ficarem hospedados nos alojamentos do CT do Santos. O clube, que apenas emprestou o nome para o time de basquete, cedeu alojamentos com internet, quadra para treinos e cozinha para as refeições, mas os atletas teriam escolhido permanecer em hotel. 

O dirigente afirma que só levou a adiante o projeto do time porque teria recebido um aval do governo do Estado durante a gestão de Vicente Cruz na Secretaria de Desporto e Lazer do Amapá (Sedel), mas quando houve a troca de gestores, em março, as coisas teriam se complicado.

O atual secretário, Júnior Maciel, declarou ao SN que o órgão não tem como arcar com todas as despesas do time, mas que vinha garantindo as passagens aéreas e ajudou de outras formas no início da competição.

Justus admite que a Sedel não chegou a assinar nenhum contrato de patrocínio com o Santos, mas assegura que havia um acordo de cavalheiros.

“É muito fácil apontar o dedo pra mim. Sou um professor de educação física que fez o projeto acontecer com o aval do governo do Estado, inclusive de forma documental”, garantiu ele. O portal pediu que ele enviasse uma foto do documento citado, mas até o fechamento desta reportagem ele ainda não havia enviado a imagem.

O diretor do time diz que o projeto do Santos também incluía cotas de patrocínio para outras empresas. Uma delas, uma operadora de telefonia, teria desistido de patrocinar o time dois dias antes do início da competição no começo de abril.

Jogadores com bagagens amontoadas na recepção do hotel após o despejo. Foto: Pablo Nery

Ele negou também que os jogadores estejam com três meses de salários atrasados. Segundo o dirigente, seriam quase dois meses.

Gilmar Justus ainda não sabe o que vai ser do Santos na competição, já que o time está sem qualquer patrocinador. Os próximos jogos estão marcados para a sexta-feira (26) e o domingo (28) contra o Brusque (SC) em Macapá. Como anfitrião, o Santos precisa pagar a hospedagem do tipo catarinense. 

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