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OLHO DE BOTO

Um jovem trabalhador, que fazia serviços de roçagem, morreu na tarde deste sábado (27), em um lago atrás do Bairro Brasil Novo, na zona norte de Macapá. A Polícia Técnica do Amapá (Politec) e a Polícia Militar consideram o caso como uma fatalidade.

Segundo o que testemunhas e amigos relataram à PM, Wagner Lobato Marinho, de 24 anos, tinha terminado um serviço de roçagem no Conjunto Oscar Santos junto com um amigo que lhe convidou para almoçar em sua casa, no Brasil Novo.

“Ele estava na minha casa, almoçando, e disse que vinha para cá para se lavar antes de ir para casa dele. Estava muito atolado (sujo) porque trabalhava com roçagem”, disse a mãe do amigo da vítima.

O lago escolhido fica num lugar conhecido como “Ramal do Terra Nova”. Havia muitos banhistas no local, especialmente crianças e adolescentes. Já passava das 14h.

Equipe da Politec remove corpo da vítima. Fotos: Olho de Boto

“O que levantamos é que eles estavam trabalhando numa roçagem e vieram aqui para se lavar e tomar banho. Como o Wagner não tinha perícia em nadar, ele ficou na borda. Aí, os amigos ficaram na parte mais funda. Foi quando deram pelo sumiço dele e iniciaram a procura”, relatou o aspirante da PM, Nascimento.

“Eles não conseguiram perceber o sumiço do amigo porque tinham outros banhistas e a água estava muito agitada. Muitos jovens, muitas crianças”, acrescentou o policial.

A procura durou cerca de 30 minutos. Um dos amigos localizou a vítima pelos pés no fundo do lago e puxou o corpo para a superfície. O rapaz estava inconsciente.

Quando a PM chegou ao local, uma equipe do Corpo de Bombeiros realizava os procedimentos de reanimação. Contudo, minutos depois, técnicos do Samu comprovaram o óbito. Ninguém soube explicar porque o rapaz caiu na água.

Perito Odair Monteiro: sem marcas de violência ou de afogamento forçado

A PM conversou com muitas testemunhas que confirmaram que os rapazes não estavam ingerindo álcool.

“Foi uma fatalidade mesmo”, concluiu o aspirante Nascimento.

Peritos examinaram o rapaz e não viram sinais de violência.

“Não tem nenhuma lesão, e se fosse um afogamento forçado haveria marcas pelo corpo. Ele tem uns sinais no peito que correspondem ao procedimento de reanimação. São marcas características do desfibrilador (equipamento de reanimação)”, avaliou o perito Odair Monteiro.

Wagner Lobato Marinho morava com a família no Loteamento Amazonas, às margens da BR-210. Se esforçava para terminar o ensino médio cursando a 4ª etapa do Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

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