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SELES NAFES

A Justiça do Amapá e a prefeitura de Macapá encontraram uma fórmula que permitirá aos menores que cometeram delitos pagarem pelas infrações de uma maneira que lhes permitirá, de verdade, reingressar de forma produtiva na sociedade. O projeto “Um Parque em Meu Caminho” foi lançado na noite desta quarta-feira (3). 

No total, 180 adolescentes que cometeram crimes de menor potencial, chamados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de “atos infracionais”, terão a oportunidade de aprender sobre fauna e flora em cursos dentro do Parque Zoobotânico de Macapá.

Os jovens serão selecionados entre os que já cumprem medidas socioeducativas em forma de prestação de serviços à comunidade.

Prefeito Clécio Luis: capacitação profissional e termas sobre comportamento em sociedade. Fotos: Divulgação

“Essas medidas podem ser cumpridas de várias maneiras. O Tjap queria encontrar uma nova forma, e nós queremos botar o parque para funcionar. Então vamos aproveitar esses 180 jovens, com muita capacitação sobre temas comportamentais de sociedade. Depois eles irão para o parque aprender sobre biossegurança, como cuidar dos animais, a importância das trilhas. E quando o parque reabrir, eles poderão ser monitores”, explicou o prefeito de Macapá, Clécio Luis (REDE).

A previsão da prefeitura é de que o Parque Zoobotânico de Macapá, localizado na Rodovia JK, no Distrito da Fazendinha, seja reaberto ao público ainda neste ano.

Parque deve reabrir ao público em 2017. Foto: Arquivo

O custo do projeto com educação e socialização dos menores no parque é de pouco mais de R$ 177 mil, e será executado durante 1 ano.

“Temos recebido respostas positivas do poder público em todas as parcerias que fizemos. Infelizmente, com a iniciativa privada não está sendo assim”, lamentou o juiz titular da Vara da Infância e Juventude, Luciano Assis.

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