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SELES NAFES

Poucos professores de academia levam tão a sério a missão de ajudar outras pessoas a sair do sedentarismo, alcançar saúde e boa forma. Aos 53 anos, Ricardo Vasconcelos faz isso com paixão, alegria e vibração todos os dias.

Vasconcelos é a voz que todos os dias põe todo mundo para suar na Academia Oxigênio. A empresa fundada por ele tem polos nos bairros Renascer, na zona norte de Macapá; e Marabaixo, na zona oeste da capital.

O “professor Ricardo”, como é conhecido, faz questão de dar aulas como se fosse quase um personal trainer, só que um personal de todos os alunos.

Na infância, aprendeu a gostar de atividade física vendo o pai fazendo exercícios no quintal de casa com uma barra transversal. Já adulto, decidiu fazer licenciatura plena em educação física. Mas, como Macapá ainda não tinha faculdade com esse curso, ele decidiu entrar na Marinha para morar em Belém.

O sonho foi realizado há exatos 29 anos.

Orientação como se fosse um personal trainer. Fotos: Seles Nafes

Como foi esse período na Marinha?

Foi uma alternativa para sair de Macapá em busca do meu sonho. Me alistei em Macapá, passei nos testes, mas fui servir em Belém. Era a minha proximidade com a Escola de Educação Física.

Você já gostava de atividade física nessa época?

Sim, aprendi vendo meu pai sempre ativo. Ele tinha uma barra fixa no quintal onde fazia suas atividades. Ele fazia 50 repetições e dizia que nem eu conseguia passar dele. Por isso o apelido dele era “Homem de Ferro”. Ele foi um espelho pra mim. Gostava de pedalar e fazer atividade física em casa.

Ricardo Vasconcelos entrou na Marinha para ficar mais perto da Escola de Educação Física

Com a filha  fisioterapeuta Ruana: braço direito

A gente percebe que você sente prazer em estimular os alunos a malhar. Por que?

Tive alguns professores que me influenciaram nisso, como meu sensei de judô, o professor André. Ele é o mais graduado em nossa região. Também teve o professor Abel. Não sei se ele se aposentou, mas vive no município de Porto Grande. Ele teve um acidente e ficou quase paraplégico. Tem também o professor Raul, que era funcionário da Unifap. 

Essas atividades do fim de semana que você faz com os alunos (corridas e exercício na rua) são atividades como empresário?

Não tem retorno financeiro. O principal fruto que eu colho é a amizade. Somos um grupo pequeno ainda. Existem cidades que têm grupos com mais de 4 mil membros. Nessas reuniões de fim de semana contamos com vários profissionais ajudando, como o professor Fábio e a Ruana, minha filha que é fisioterapeuta. Não precisa pagar nada, basta estar com a gente.

“O principal fruto que eu colho é a amizade”

Apesar das dificuldades da vida, todos os dias você está animado assim?

Se na sua profissão você não se sente estimulado, então alguma coisa está errada. Fico feliz vendo as pessoas se sentindo bem.

O que você pensa quando você percebe que conseguiu modificar o estilo de vida de uma pessoa?

A maior recompensa minha não é apenas ver, mas ouvir as pessoas lembrando de mim de outros lugares onde dei aula, como no Sesi, e pedindo pra eu voltar para esses locais, mas estou em outra fase da minha vida.  

Aos 53 anos, Ricardo mantém forma pedalando, nadando e correndo

Quais são as atividades físicas que você faz cotidianamente?

Pedalo, nado e corro

Qual sua alimentação?

Normal, peixe, açaí, frango

Refrigerante?

Bem pouco

E cerveja?

Também não. (risos)

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