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Por WASHINGTON PICANÇO, advogado

Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire nasceu em Recife. Foi educador, pedagogista e filósofo, considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado “pedagogia crítica”.

A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído. Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa em numerosas homenagens.

Além de ter seu nome adotado por muitas instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. Em 02 de maio de 1997, há 20 anos, desencarnou após ter cumprido sua grandiosa missão de revolucionar a educação brasileira.

A melhor homenagem que podemos prestar a ele é continuar lendo e relendo seus livros de forma crítica. Honrar um autor é sobretudo estudá-lo e revê-lo criticamente, retomar seus temas, seus problemas, seus questionamentos.

Afinal, o que deseja um autor, ao escrever um livro, é que ele seja lido e que seus leitores não sejam simplesmente seguidores de ideias, mas que sejam críticos, que não sejam indiferentes. E ele sempre dizia: reinventem-me!

Estamos diante de um autor que não ficou indiferente à injustiça. Por isso, criou um pensamento vivo, orientado pela perspectiva do oprimido. Ela está estampada na dedicatória do seu livro mais importante, Pedagogia do Oprimido:

“Aos esfarrapados do mundo e aos que neles se descobrem e, assim descobrindo-se, com eles sofrem, mas, sobretudo, com eles lutam”.

A pedagogia de Freire continua viva e necessária não só porque ainda há opressão no mundo, mas porque ela reponde a necessidades fundamentais da educação do nosso tempo e dos desafios que as diferentes sociedades, brasileira e de todo o mundo, ainda nos apresentam.

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