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CÁSSIA LIMA

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) aguarda uma resposta da justiça sobre a manutenção ou não do Processo Seletivo 2017. O processo está suspenso desde o dia 4 de abril quando um grupo de candidatos entrou com um mandado de segurança na justiça.

A medida do grupo era para que não fosse mantida a política de cotas na convocação para matrícula de candidatos em lista de espera, ou seja, dos remanescentes. A política de cotas foi publicada no site da Unifap, mas não estava prevista no primeiro edital do PS.

A Procuradoria da Unifap entrou com um Agravo de Instrumento à decisão, mas até o momento não obteve respostas. A instituição diz estar tomando todas as medidas judiciais para reverter à decisão e zelar por todos os princípios.

“Esses candidatos que entraram na justiça estão na lista da ampla concorrência, e se as cotas foram aprovadas eles não ingressam na universidade. Já recorremos e vamos esperar a decisão da justiça”, frisou o procurador chefe da Unifap, João Wilson Carvalho.

Segundo informações da universidade, a manutenção ou não do processo com cotas é uma disputa de vagas para o curso de medicina. São cerca de quatro candidatos da ampla concorrência que podem perder as vagas se o edital com cotas for mantido.   

“Nunca havia ocorrido um problema dessa forma no processo. Entendemos que a política de cotas é bem especifica e é um cálculo todo pra chegar num número exato. Portanto, aguardamos a justiça”, destacou o procurador.

O edital de convocação foi suspenso no mesmo dia. Com isso, a lista dos candidatos aptos para  disputar as vagas dos cursos na graduação não foram preenchidas já que são do processo seletivo.

A ideia era que todos iniciassem as aulas juntos, mas os candidatos do PS também aguardam a justiça. As aulas referentes ao 1º semestre de 2017 iniciaram no dia 17 de abril para os cursos de graduação da universidade.

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