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ANDRÉ SILVA

Professores e alunos da Escola Estadual Mário Quirino, no Bairro Buritizal, zona sul de Macapá, fecharam a Rua Claudomiro de Moraes, em frente a instituição, na tarde desta quarta-feira (14). O ato de protesto é pela continuidade das obras que já duram mais de sete anos.

A comunidade escolar reivindica a conclusão da obra, o que inclui a finalização da instalação da rede elétrica. Hoje nenhuma central de ar funciona na unidade de ensino, inclusive as das salas da administração. Além da parte elétrica, falta também a tubulação hidráulica dos banheiros e as portas.

Professora Carla Nobre: vivemos num grande canteiro de obras e isso é inadmissível. Fotos: André Silva

Segundo aluno, escola está sem nenhum ar condicionado funcionando

“Estamos vivendo como em um conto de Papai Noel: ele vem deixa o brinquedo, mas quando vai ver é só enfeite. A gente não aguenta ficar na sala durante a tarde por conta do calor. Queremos a conclusão dessa obra”, queixou-se o aluno Emerson Dos Santos da Silva, de 18 anos.

A professora de língua portuguesa, Carla Nobre, que faz parte da comissão que acompanha o processo na Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinf), disse que  eles estiveram reunidos com o secretario João Henrique, que garantiu que 95% da obra já foi paga à empresa.

“Estamos correndo risco de vida com ventiladores pegando fogo, bicos de luz clandestinos porque a iluminação da sala está comprometida e as lâmpadas estouram constantemente. Estamos dando aula durante a noite sem iluminação adequada, banheiros sem portas. Nós vivemos num grande canteiro de obras e isso é inadmissível”, protestou a professora.

Parte elétrica da obra não foi finalizada…

… e também não estaria no orçamento original, apesar dos R$ 5,5 milhões gastos

A Seinf informou no último dia 9 deste mês que, ao todo, já foram aplicados na obra mais de R$ 5,5 milhões e a empresa que está operando diz que ainda faltam quase R$ 2 milhões para terminar os trabalhos.

A secretaria afirma que a empresa tem apenas pouco mais de R$ 300 mil em saldo e que, corrigidos, os valores chegam a R$ 600 mil. Sendo que a parte de energização do prédio não estava no orçamento original da obra.

Comunidade escolar não aguenta mais a reforma que se arrasta por mais de 7 anos

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