Clima, cerrado e baixo custo são os pontos fortes para a agricultura no AP, diz empresário

Seminário organizado pelo governo do Estado trouxe dois empresários de sucesso no agronegócio para compartilhar experiências
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DA REDAÇÃO

Chuvas abundantes, baixo custo de implantação dos projetos e a possibilidade de duas safras por ano tornam o Amapá candidatíssimo a um papel de protagonista na agricultura da Amazônia, destacou o empresário paranaense Marino José Franz. Ele foi um dos palestrantes no Seminário de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Amapá, promovido nesta terça-feira (27) pelo governo do Estado.

O seminário, realizado no Palácio do Setentrião sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), tem parceria com a Justiça Federal, e ocorre durante um dos melhores momentos do Amapá na produção de grãos, especialmente de soja e milho, produtos que já começaram a ser exportados.

O evento reuniu estudantes, produtores, empresários e gestores. Dois empresários do agronegócio no Paraná compartilharam experiências e informações importantes.

 “Todas as características reunidas já formam um grande cenário positivo para investimento na economia local. Mas um ponto importante a ressaltar é que diante de estudos que realizamos, o Amapá possui uma área de cerrado de mais 800 mil hectares. Desse número, de acordo com que é permitido em lei, cerca de 400 mil hectares podem ser utilizados para agricultura”,  revelou Franz.

Waldez: impulsionamento virá com a conclusão da regularização fundiária. Fotos: André Rodrigues/Secom

 

Já o empresário Mário José Branch propôs a criação de um parque tecnológico que daria orientação técnica aos produtores e auxiliaria na criação de novas empresas. O parque seria composto por empresas, instituições de ensino, incubadora de negócios, centros de pesquisa e laboratórios que acabam criando um ambiente favorável à inovação tecnológica.

O empresário diz que a avicultura é outro setor promissor, e que o mercado produtor se divide em dois modelos: industrial (frango comercial) e o colonial (aves rústicas ou caipiras) em pequena escala.

O governador do Amapá, Waldez Góes, garantiu que a produção do local será impulsionada com a regularização fundiária, o que vai permitir o acesso a linhas de créditos.

“Essa troca de experiências com os empreendedores de outros Estados e os nossos agricultores irá ajudar a mapear o Amapá, e as informações no contexto macro agregam de forma estratégica para que se possa trabalhar e inserir mais políticas públicas para o setor”, explicou o governador.  

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