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DA REDAÇÃO

A Polícia Civil começou a tomar os primeiros depoimentos no inquérito que apura a tentativa de homicídio dentro da UTI do Hospital de Emergência de Macapá. Um médico e dois enfermeiros já foram ouvidos.

Os dois enfermeiros foram rendidos dentro da UTI pelos dois homens armados que entraram no hospital na madrugada da última quinta-feira (26). Eles aplicaram uma injeção no tubo de um aparelho onde o paciente estava conectado. No meio da confusão, o material acabou sendo descartado, o que vai impossibilitar a polícia de saber qual era substância que os criminosos pretendiam injetar no paciente.

Também existem informações desencontradas no depoimento dos enfermeiros.

“Um dos enfermeiros diz que os homens tinham duas seringas, e o outro fala apenas em uma”, comentou o delegado Alan Moutinho, chefe do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI). Apesar da contradição, os enfermeiros não são considerados suspeitos.

Israel Leonez, de 65 anos, morreu no último sábado (24), 12 dias depois de levar 4 tiros

Outros detalhes sobre o depoimento dos enfermeiros e do médico estão sendo mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações. O delegado ainda pretende ouvir outros servidores do HE, além do diretor da unidade e do vigilante que fica no setor de ambulâncias, local por onde os dois criminosos entraram.

O paciente que era alvo, Israel Leonez, de 65 anos, morreu no fim da noite do último sábado (24), depois de 12 dias internado. Ele foi vítima de uma emboscada em Porto Grande, cidade a 105 quilômetros de Macapá, e estava no HE desde o dia 13 ferido com 4 tiros.

Leonez era suspeito de dezenas de homicídios no Sul do Pará, mas vivia há alguns anos como empresário em Porto Grande, onde era considerado uma pessoa respeitada na localidade.

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