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OLHO DE BOTO

Um comerciante foi preso na madrugada desta quinta-feira (8), na zona rurall de Macapá, acusado de atirar em vizinhos e até numa equipe do 2º Batalhão da Polícia Militar.

A ocorrência mobilizou todas as equipes do 2º BPM e do Batalhão de Rádio Patrulhamento Motorizado (BRPM) que estavam de plantão, por volta da 1h da manhã, no Ramal do Rosa, KM-15 da BR-210.

Os policiais tinham sido chamados por moradores da região que denunciaram outro morador. O homem estava atirando, e teria ameaçado a vida dos vizinhos.

Segundo a PM, os policiais do 2º BPM também teriam sido recebidos a tiros quando chegaram ao sítio. Em seguida, as equipes receberam mais reforços do BRPM.

Dezenas de cápsulas deflagradas foram recolhidas pelos policiais. Fotos: Olho de Boto

Depois de alguns instantes, os tiros cessaram e os policiais entraram na propriedade com permissão da esposa do acusado.

“Foi um pouco resistente no início (…). Ele diz que tem a documentação, mas até agora a esposa ainda não apresentou. Nem sabemos se existe (…). Ele não apresenta sinais de embriaguez”, observou o aspirante Johansson, do 2º BPM.

O comerciante Valdeci Gomes da Silva Filho, de 51 anos, natural de Imperatriz (MA), foi preso e conduzido ao Ciosp do Pacoval onde foi apresentado por tentativa de homicídio contra as equipes e vizinhos. No total, quinze moradores foram para o Ciosp registrar ocorrência.

Aspirante Johansson e colega: comerciante pôs em risco a vida de vizinhos e policiais

Os policiais apreenderam um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 36. Mais de 30 cápsulas deflagradas foram encontradas no terreno, indicando a grande quantidade de tiros disparados desde às 20h.

Em conversa com o portal SELESNAFES.COM, o comerciante demonstrou indignação pela prisão que considerou injusta. Ele disse que morava há 6 anos na comunidade, e que estava apenas treinando.  

“Eu tenho o direito de atirar. Não atirei em ninguém e nunca fiz mal a ninguém, e olha o que fizeram comigo. Eu treino numa parede. Eu moro isolado”, tentou justificar.

“Toda a vida eu treino e dou uns tiros na parede do meu depósito. Tenho registro da minha arma, sou comerciante, pago meus impostos. Ninguém correu risco. Dentro do meu quadrado eu posso”.

Ouça a entrevista na íntegra

 

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