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SELES NAFES

A história se repete. De novo, uma vida depende da solidariedade. Uma família desesperada organizou uma rifa para ajudar nos custos do tratamento de uma estudante de 11 anos que luta contra um grave linfoma, o temido câncer do sistema linfático, doença que já tirou a vida de muitos pequenos amapaenses.

Geovana Pelaes , que é aluna do 6º ano da Escola Estadual Dom Aristides Piróvano, no Bairro Santa Rita, começou a ter febre em dezembro do ano passado. A família começou a suspeitar de dengue, mas, depois de alguns dias, a febre desapareceu.

Em janeiro, logo depois do aniversário de 11 anos, a menina foi passar férias com a avó em Belém. Três dias depois a febre voltou com intensidade.

Sem plano de saúde, a garota foi levada pela avó para uma consulta particular e também fez exames. Depois de pedir muito para voltar a Macapá, a menina foi mandada de volta com os exames.

Já no Amapá, Geovana foi levada à nova consulta, e a médica percebeu que havia uma séria alteração no hemograma da menina que foi internada às pressas no Hospital da Criança.

Começava aí o drama para descobrir o que ela realmente tinha. Depois de vários exames, um ultrassom detectou uma massa ao lado do coração. O tumor era grande, e estava interferindo no funcionamento do órgão. Os médicos também detectaram líquido nos pulmões.

A angústia aumentou porque a Secretaria de Saúde informava que não havia leito disponível no Santa Marcelina, hospital de São Paulo que recebe a maioria das crianças com câncer que saem do Amapá para tratamento.

Geovana no dia do aniversário ao lado dos pais. Foto: Arquivo familiar

Depois de 17 dias de internação no mês de abril, a menina foi levada numa UTI para São José dos Campos (SP), onde precisou ser submetida a uma cirurgia para a retirada de 375 ml dos pulmões e mais líquido do coração.

“Por causa do líquido, o coração não estava bombeando direito, ela estava prestes a ter um enfarte”, lembra que a tia Ana Cláudia Rosa Costa, que ficou em São Paulo durante o primeiro mês da menina com a mãe.

No dia seguinte, Geovana seguiu para o Santa Marcelina, e na semana passada fez a primeira sessão de quimioterapia. Como o tumor está muito grande, foi necessário fazer uma dosagem maior dividida em três dias. No total, serão 6 sessões de quimioterapia e uma de radioterapia.

O sistema imunológico de Geovana está completamente fragilizado, por isso, ela não pode ficar junto com outras crianças num ambiente hospitalar, onde é capaz de adquirir uma pneumonia que poderia ser fatal. A menina, a mãe e uma tia estão no apartamento da ONG Carlos Daniel, do professor Agenilson Pereira.

Agenilson Pereira, pai de Carlos Daniel, cedeu o apartamento alugado pela ONG para Geovana

Neste sábado (3), a partir do meio-dia, uma rifa vai tentar arrecadar recursos para ajudar na alimentação e no transporte entre o apartamento e o hospital em dias de consulta, exames e sessões de quimioterapia. Se a menina tiver febre ou outro sintoma, a mãe tem ordens dos médicos para levar a garota imediatamente ao hospital.

“Além disso, queremos a ajudar a ONG. Nos comprometemos em pagar o condomínio e energia do apartamento. Infelizmente a ONG tem pouca ajuda”, explica a tia.

A rifa será sorteada na Avenida 1º de Maio, 348, no Bairro do Trem, próximo da sede do MV 13. Quem pude ajudar a menina nesse momento de angústia poderá ligar para 98102-9607.

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