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DA REDAÇÃO

A experiência de uma profissional foi essencial para o parto inédito no Amapá feito dentro de um helicóptero na tarde da última terça-feira (6). Uma das protagonistas da equipe do GTA foi a enfermeira Maria Leia Nunes, e sua experiência de 20 anos.

A paciente era Shirlana Amanajás, de 19 anos. A enfermeira é lotada no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e se ofereceu para integrar a equipe do GTA que faria o resgate da gestante.

No Distrito de Bailique, a profissional disse que observou que a situação da paciente era complicada. 

“Ao examinar Shirlana, além de estar com a pressão elevada, notei que ela estava tendo fortes contrações e poderia entrar em trabalho de parto a qualquer momento. Foi quando senti que teríamos que usar de toda a nossa experiência para fazer o trabalho com muito cuidado e em um pequeno espaço daquela aeronave”, relata a profissional.

Um dia depois do resgate emocionante, tripulantes foram à maternidade conhece o bebê. Fotos: André Rodrigues/Secom

Dentro da aeronave, em pleno voo, o bebê não esperou. Ela e os tripulantes conduziram o parto, e cortaram o cordão umbilical. Em seguida, foi a vez de aquecer o bebê. 

“Foi um momento único em minha vida. Pedi à Nossa Senhora do Bom Parto que me ajudasse e usasse minhas mãos para trazer a criança ao mundo. O momento foi emocionante, pois me fez lembrar de meu primeiro filho. São atos como esse que nos mostram o quanto somos importantes na vida do ser humano”, garante a enfermeira.

A equipe do GTA que fez o parto visitou a mãe e o bebê na manhã desta quarta-feira (7) na Maternidade Mãe Luzia.

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