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ANDRÉ SILVA

Quando se pensa em abelhas, logo o que vem a cabeça é o medo da ferroada e a delícia do mel. O Amapá tem mais de 70 espécies de abelhas catalogadas distribuídas em 19 gêneros. Na Amazônia, esse número chega a 200, imagine só: todas sem ferrão, segundo o meliponicultor Melson Monte, de 50 anos.

As abelhas encontradas normalmente nas cidades e que possuem ferrão são conhecidas como africanizadas ou italianas. A italiana é uma espécie híbrida que nasceu do cruzamento de abelhas africanas e europeias.

Melson Monte é criador da espécie “mosquito”, cientificamente conhecida por plebeia mínima. Essa espécie pode medir aproximadamente um centímetro. Monte ministra cursos voltados à criação deste tipo de abelha que produz o mel fitoterápico utilizado para combater a catarata.

Abelhas são responsáveis por dois em cada 10 alimentos

A espécie também é uma das responsáveis pela polinização do açaí e do cupuaçu, frutas originalmente da Amazônia. Cada colmeia fica dentro de uma caixinha similar a uma porta jóias. O criador comercializa cada uma por R$ 50.

“A pessoa que quiser ter esse tipo de abelha pode levar para casa e colocar na varanda. Aquele que tiver plantação de cupuaçu ou açaí pode levar para que ela ajude na polinização”, sugeriu o especialista.

Monte é autodidata e trabalha com criação de abelhas sem ferrão há 15 anos. Ele contou que acumulou muita informação sobre a espécie por meio de palestras, livros, internet e grupos de discussão sobre o assunto. O criador também foi instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

“A cada três alimentos, segundo a  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um depende da polinização da abelha direta ou indiretamente, e as pessoas não sabem disso”, esclareceu.

Colmeias na residência de Melson Monte. Fotos: André Silva

Colmeia parece com um porta-joias,  é vendido a R$ 50 

O meliponicultor está abrindo inscrições para uma nova turma de aprendizes meliponicultores que vai iniciar nesta segunda- feira (5). Para mais informações as pessoas podem entrar em contato com o instrutor pelo telefone 96-99105-4141.

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