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CÁSSIA LIMA

Parentes do vigilante André de Almeida Nunes, de 22 anos, morto em abril, buscam respostas que levem ao acusado do crime. Depois de quase três meses de investigação ninguém foi indiciado pelo latrocínio. A família pede ajuda de possíveis testemunhas.

O vigilante foi encontrado morto por volta das 5h do dia 3 de abril, no Bairro Brasil Novo, na zona norte de Macapá. Ele retornava do trabalho como segurança em uma casa noturna, onde fazia pequenos trabalhos nos fins de semana.

Como ele estava com marcas de facadas e sem a mochila e a bicicleta que usava para ir ao trabalho, o crime foi tratado como latrocínio, um roubo seguido de morte. Segundo a família, André tinha R$ 500 na mochila. Não havia câmeras de vigilância na rua onde ele foi encontrado.

Segurança foi moto quando voltava para casa. Foto: Olho de Boto

“Ele me ligou na noite anterior. Me disse que recebeu e que usaria o dinheiro pra pagar um curso de agente de portaria. Eu acho que ele reagiu ao assalto e foi morto”, suspeita a irmã da vítima, Leila Rodrigues de Almeida, de 23 anos.

André Nunes era casado e morava com a esposa no Bairro Infraero I. Não tinha filhos e trabalhava com a carteira assinada durante a semana como carregador num supermercado. Até agora, ninguém sabe quem o matou e nem existe suspeita.

Segundo as investigações do delegado Wellington Ferraz, a falta de testemunhas e imagens do local onde foi encontrado dificulta as investigações. Mas a polícia já está trabalhando com uma linha diferente.

A família, porém, quer mais. A irmã pede ajuda de possíveis testemunhas.

“Ele era uma pessoa maravilhosa, alegre, sempre gostou de trabalhar. Se alguém viu algo ou souber de informações que procure a polícia. Tudo será sigiloso. Só queremos justiça pela morte do meu irmão que não devia nada pra ninguém”, disse Leila.

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