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OLHO DE BOTO

Pelo menos 15 pessoas foram vítimas de um golpe de venda de passagens aéreas com descontos em milhas. O grupo registrou queixa na delegacia do Pacoval, na noite desta quinta-feira (15). 

Dentre as pessoas enganadas, estão atletas de taekwondo que participariam de competições no Rio de Janeiro e em Buenos Aires e outras pessoas que programaram férias no mês de julho.

A responsável pela falsa compra das passagens é Flávia da Silva Barros. Ela alegava para as vítimas que compraria as passagens por um preço menor que o de mercado pelo sistema de milhas e por ter tido recentemente uma agência de viagens.

O lutador de taekwondo Cássio Brito foi uma das pessoas lesadas com o engodo. Ele conta que uma das pessoas viu que não existia a passagem no aeroporto e foi repassando as informação até que se descobriu o grande número de pessoas prejudicadas.  

“Conheci através de uma amiga, que indicou dizendo que ela poderia conseguir passagem num valor menor. No caso, ela conhecia essa pessoa de um tempo, mas não sabia que praticava golpe. Ela é reincidente nesse crime de venda de passagens e outras coisas, ela já foi detida”, relata o atleta que viajaria para uma competição.

Cássio disse também que teve prejuízo de quase R$ 700, pago em dinheiro para a falsa vendedora. De acordo com a vítima,  Flávia da Silva Barros criava boletos, emitia as passagens e depois fazia o cancelamento das mesmas. 

“O comprovante era emitido pelo aplicativo, emitia um código de reserva de passagem, nós confirmávamos, mas como ela não confirmava o pagamento do boleto, as passagens não eram emitidas”, complementou o rapaz.

Outra vítima, que preferiu não se identificar, disse que Flávia da Silva Barros ocultava a identificação dela, não aparecia com fotos nas redes sociais.

Dentre as vítimas havia até mesmo uma ex-colega de trabalho da mulher acusada do golpe.

“Conheço a Flávia há 4 anos, trabalhei pra ela numa empresa de internet, e quando ela foi demitida foi toda a equipe, eu confiava nela, ela visitou minha casa, meus pais, apresentei meus amigos. Ela deixou um comprovante fiscal comigo que fomos no endereço, mas só havia uma casa abandonada”, comentou a moça que pagou R$ 500 numa passagem que não foi emitida.

Outro atleta, que competiria em Buenos Aires, em agosto, é Samuel Pinheiro. Ele e outro colega pagaram R$ 1,6 mil para Flávia. No aeroporto, ele descobriu que as passagens na verdade custariam quase R$ 10 mil e que não foram confirmadas.

“Combinei a compra, ela não dava endereço, mas não cheguei a desconfiar. Ela informou que estava numa pós graduação na Unifap e que me encontraria em um supermercado na JK. Encontrei com ela no sábado e efetuamos o pagamento à vista”, recordou Samuel.

Flávia da Silva Barros foi localizada e levada para o Ciosp. Após ser ouvida pelo delegado plantonista, Daniel Marcile, foi liberada, pois não  estava em flagrante. Ela vai responder por estelionato em liberdade. As vítimas prometem cobrar na Justiça o ressarcimento pela ação criminosa.

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