Compartilhamentos

DA REDAÇÃO

Terminou por volta das 19h desta terça-feira (20) o julgamento do pastor Jackson Nepomuceno, acusado do homicídio de uma jovem há 17 anos, em Macapá. Ele foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado, mas o Ministério Público do Amapá anunciou que irá recorrer da pena.

Nepomuceno (foto acima) ouviu a sentença do juiz Nazareno Hausseler de cabeça baixa, e permaneceu quieto ao saber o tamanho da pena que inicialmente era de quase 13 anos, mas foi agravada por duas qualificadoras: meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

O corpo de jurados, formado por quatro mulheres e três homens, considerou que ele matou a jovem com 27 facadas na madrugada de 28 de março de 1999, em um apartamento no centro comercial da capital.

O conjunto de provas periciais foi determinante para desqualificar a tese da defesa de que havia outra pessoa dentro do apartamento, e que supostamente teria sido a responsável pelo homicídio de Elizeuda Freitas. A defesa acusava um professor pelo crime, mas ele foi inocentado em 2012 depois de passar 4 anos preso, injustamente. 

Defesa e acusação ouvem depoimento de uma das vítimas no julgamento que durou quase 10 horas. Foto: Cássia Lima

Jackson Nepomuceno manteve a versão que já havia dado durante a instrução do processo, de que teria lutado com o suposto intruso quando estava no apartamento da vítima, e que por isso teve um corte na mão.

À época do crime, no entanto, ele pediu demissão da empresa onde trabalhava foi embora do Amapá. Ele está preso desde agosto do ano passado, depois de ser encontrado em uma cidade do interior do Ceará.

Apesar do MP ter considerado a pena baixa, a família comemorou a condenação.

“Depois de 17 anos a gente nem acreditava mais em condenação. Já estávamos pensando que a vida se encarregaria de julgá-lo. Minha avó de 73 anos estava no julgamento e disse que nem esperava que estivesse mais viva quando isso ocorresse”, comenta Emelyza Lima, sobrinha e advogada da família.

Depois do júri, Nepomuceno voltou para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A defesa também anunciou que irá recorrer da decisão, e como o réu nega a autoria, o motivo do crime permanece um mistério.

Compartilhamentos