Compartilhamentos

ANDRÉ SILVA

A Delegacia de Meio Ambiente (Dema) concluiu o inquérito que investigava a conduta de um policial militar que atirou em um cachorro durante uma ocorrência de roubo na Ponte do Axé, no Bairro Jesus de Nazaré, no dia 20 de abril deste ano. Segundo delegado que apurou o caso, o militar agiu para se livrar de um perigo, e classificou o ato de “estado de necessidade.

O policial foi ouvido na quinta-feira (22) pelo delegado Sávio Pinto. Para ele, o PM alegou que não teve a intenção de atingir o cachorro.

“A intenção dele foi de afugentar o animal. Ele não mirou na perna do animal. Ele disse que deu um tiro para pegar no chão”, relatou o delegado.

Além do policial, ele ouviu outras testemunhas do caso que moram na mesma região onde fato ocorreu. Segundo o delegado, elas disseram que os cães são criados soltos na rua e que o eles são muito hostis com todas as pessoas que passam por ali.

Cadela foi levada para uma clínica pela ONG Upac, logo após o disparo. Foto: Divulgação

O delegado disse que  haviam duas condutas a serem investigadas: o disparo por arma de fogo em via pública, o que é crime, e a de ferir e maltratar o animal.

“Nas circunstancias narradas, ele agiu para se livrar de um perigo que ele não criou. E ele não pôde evitar. Agiu razoavelmente, e isto se chama estado de necessidade”, explicou.

Devido às circunstâncias do fato, o policial não pôde ser indiciado, pois não se trata de um fato ilícito, “o direito o acode”, ressalta o delegado.

Agora o inquérito será enviado para o Ministério Público do Estado, que pode ou não concordar com a conclusão do delegado. O cachorro sobreviveu ao tiro, mas ficou com uma das patas mutilada pelo tiro.

Compartilhamentos