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OLHO DE BOTO

Quase três meses após a execução de um ex-detento em um estabelecimento comercial, próximo do Residencial São José, no Bairro Buritizal, zona sul de Macapá, a Polícia Civil continua sem pistas sobre a identificação do criminoso.

A morte de Mailson de Sousa Ferreira, de 28 anos, que cumpriu pena por tráfico de drogas no Iapen, foi registrada pela câmera de segurança do comércio, porém, o assassino usa capacete, o que impede a visualização de seu rosto.

Delegado Ronaldo Coelho: medo de testemunhas faz com que identificação de suspeitos demore. Fotos: Olho de Boto

Crimes dessa natureza estão ficando cada vez mais comuns em Macapá, segundo o delegado Ronaldo Coelho, da Delegacia de Homicídios. De acordo com ele, o aperfeiçoamento da prática criminosa, combinada com a falta de testemunhas que revelem informações sobre esse tipo de caso, são determinantes para a demora das investigações, que duram em média até dois anos.

“Mesmo com as câmeras captando as imagens a gente percebe que o rosto está encoberto e a violência é muito grande pra impor o terror e o medo pra essas pessoas que estão próximas dessa situação. Isso ocorre para que não falem e não deem nenhuma informação à Polícia Civil”, explica o delegado.

Coelho divulgou também outros dois vídeos de casos de execução que estão sendo investigados. Ele pede que as pessoas que sabem qualquer informação sobre os casos que possam entrar em contato com a polícia por meio do disque denúncia, ligando ou via whatsapp. O denunciante permanecerá anônimo.

“As pessoas que o conhecem (os assassinos) podem reconhecer pelas características físicas”, disse o Ronaldo Coelho sobre o executor no caso do ex-detento.

O disque denúncia da Delegacia de Homicídios é o 99202 6000.

Número do disque denúncia: anonimato é mantido

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