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OLHO DE BOTO

A Polícia Civil do Amapá fechou uma fábrica clandestina de xaropes na zona norte de Macapá, na manhã desta quinta-feira (1º). O casal, acusado de fabricar e distribuir os produtos, foi preso.

O Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) recebeu a denúncia da existência da fábrica na noite passada. O lugar fica no Bairro Infraero I.

Dentro da casa os policiais encontraram muitos rótulos e garrafas de cerveja usadas para receber os falsos xaropes. As garrafas estavam imersas na água, sem nenhum produto adicional para desinfetar.

Apesar dos rótulos indicarem uso em tratamentos diferentes, todos eram feitos com a mesma “fórmula”, segundo a Polícia Civil.

“Tudo artesanal, sem cuidado higiênico nenhum, com etiquetas falsas e CNPJ inexistente. Tudo feito com a mesma fórmula, melaço de cana. E colocam um conservante que a gente nem sabe se é autorizado”, observou o chefe do NOI, delegado Alan Moutinho.

Falsos xaropes tinham como base apenas o caramelo de açúcar

Garrafas imersas apenas na água e sem nenhum desinfetante. Fotos: Olho de Boto

Peritos contam a quantidade encontrada na residência

Os “remédios” eram fabricados ao lado de um banheiro que exalava um odor que chegou até a incomodar as equipes durante a operação. No quintal da casa, os policiais também visualizaram muitas baratas.

“Caramelo é um grande atrativo para insetos”, lembrou o delegado.

Informações falsas

Os rótulos apreendidos em grande quantidade dentro da residência indicavam que os xaropes seriam fabricados por um laboratório de Teresina (PI), que na verdade não existe.

Os policiais descobriram algumas essências, como boldo e “unha de gato”, misturados com o caramelo na fabricação, mas também havia cachaça.

“Eles colocavam cachaça também na mistura, e muita criança usava isso”, acrescentou o delegado.

Residência onde os falsos xaropes eram feitos

Rótulos indicavam que a fabricação era o Piauí

E indicavam também CNPJ que não existe

Falsários também usavam cachaça na composição dos xaropes

O casal teria vindo de Goiás. Maria Roza de Souza Lopes, tem 48 anos; e José de Assis da Silva, tem 47 anosA polícia suspeita que eles já tenham aplicado o golpe em outras cidades.

“Depois de cumprirem a pena devem ir para outros estados fazer a mesma coisa”, finalizou Moutinho.

Os dois foram apresentados no Ciosp do Pacoval por fabricação de remédio falso, que tem pena de 1 a 4 anos de prisão.

A Polícia Técnica do Amapá (Politec) também foi chamada para registrar todo o material apreendido. A Polícia Civil está orientando as pessoas que compraram os medicamentos falsos a descartá-los. Comerciantes também poderão ser autuados. A Vigilância Sanitária esteve com uma equipe no local e fechar o imóvel.

Delegado Alan Moutinho: pessoas que compraram precisam se desfazer desses produtos

José de Assis escondeu o rosto

Ele e a esposa foram presos. O casal veio de Goiás

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