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DA REDAÇÃO

O anúncio do governo Michel Temer de que poderá haver cortes até nas emendas impositivas acendeu a luz amarela no Palácio do Setentrião, sede do governo do Amapá. A principal preocupação é com o contingenciamento dos recursos destinados à segurança pública.

O assunto foi tratado em reunião entre o governador Waldez Góes (PDT), representantes do Judiciário e do Ministério Público do Estado. Waldez pediu apoio de promotores e magistrados no sentido de evitar os cortes.

Depois de uma negociação entre o Estado e a bancada federal, o Amapá passou a ter direito de receber R$ 90,6 milhões de emenda impositiva, ou seja, todos os parlamentares direcionaram suas emendas de 2017 para investimentos na segurança pública.

A Sejusp fez todo o planejamento a partir da emenda de bancada para a compra de armas, munições, viaturas e construção de quartéis, delegacias, Unidades de Polícia Comunitária (UPC) e Centros Integrados de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

Na tarde da segunda-feira (5), o governador conversou com as promotoras de Justiça Klisiomar Lopes Dias e Andrea Guedes, e os juízes Eraldo Costa e Elayne Cantuária, presidente da Associação dos Magistrados do Amapá.

 “Todos os nossos projetos já estão cadastrados no Ministério da Justiça. Já temos destinação para os recursos. Se houver cortes, o Amapá vai deixar de receber o maior investimento da sua história na segurança pública”, alertou Waldez.

Falta de delegados

Além disso, o governo prepara os concursos para as polícias Civil, Militar e Técnica. A Sead informou que até o fim desta semana será efetivado o contrato da fundação selecionada para organizar e realizar o concurso. O edital com o quantitativo de vagas será lançado no fim de junho.

A falta de delegados faz a Polícia Civil passar por um de seus momentos mais difíceis. Delegados estão se revezando para cobrir os plantões.

O secretário de Segurança Pública, Ericláudio Alencar, deixou claro na reunião que o problema só será resolvido com o concurso. Hoje, pouco mais de 80 delegados permanecem na ativa, mas em 10 anos 36 deixaram a polícia aposentados ou aprovados em outros concursos.

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