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OLHO DE BOTO

Um assessor parlamentar da Assembleia Legislativa foi assassinado a tiros na noite desta segunda-feira (17), quando chegava em casa, no Loteamento Sol Nascente, na zona norte de Macapá. A polícia trata o caso como execução.

O homicídio ocorreu por volta das 19h20min, na Rua Nelson Gonçalves. Os vizinhos ouviram pelo menos 5 disparos de arma de fogo, e um barulho de moto deixando o local em alta velocidade.

Quando foram para a rua ver do que se tratava, encontraram Kleber Alexandre Morais Silva, de 37 anos. Ele estava com metade do corpo para fora do carro, e inconsciente.

Delegado Ronaldo Coelho foi até o local do crime. Fotos: Olho de Boto

Os moradores ainda tentaram salvá-lo. Ele foi levado no próprio carro até o Hospital de Emergência de Macapá, mas já chegou morto. O portal SELESNAFES.COM tentou ouvir o Batalhão de Rádio Patrulhamento Motorizado (BRPM), mas ninguém quis falar sobre o assunto.

Na manhã desta terça-feira (18), o delegado de Homicídios, Ronaldo Coelho, esteve no local do crime e conversou a equipe depois de ouvir o relato de vizinhos.

“Aparentemente não tinha nenhum inimigo. Estamos fazendo um levantamento para saber quais eram as atividades dele. (…) Soubemos que ele teria denunciado alguns fatos, mas não sabemos se isso tem a ver”, comentou.

Vítima morava só desde a morte da mãe, e tinha uma rotina comum

Moradores informaram que câmeras de segurança de várias residências filmaram a execução. Uma moradora informou ao portal SN que o vídeo mostra duas pessoas em uma moto abordando a vítima quando saía do carro. O que estava na garupa fez os disparos.

“Aqui é bem tranquilo. Foi a primeira vez que vimos isso. Faz uns anos que ele morava aqui, pelo menos uns 7 anos”, comentou a vizinha.

Moradores relatam que não viram movimentos estranhos no bairro horas antes do crime. A vítima tinha uma rotina normal. Morava sozinho, desde a morte da mãe, e fazia reuniões com amigos sem nenhum tipo de excesso. Além de ser servidor da Alap, Kleber Gonçalves também era comerciante de água mineral.

“Nenhuma hipótese é descartada, porque não temos nenhuma linha de investigação até o momento”, concluiu o delegado de Homicídios.

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